Laços Da Profecia

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Nov 30, 2015
As vezes me pergunto se é possível minha alma sair de meu corpo e voar livre como eu sempre quiz. As vezes sinto que não somos uma só. Sinto que sou sua prisao que a impede de procurar sua verdadeira face. talvez meu egoísmo tenha me levado a isso. Talvez se eu não a tivesse sufocado tanto entre minhas mãos estariamos ligadas, unidas, juntas. De uma coisa eu sei, não sou nada sem ela, sou so um corpo morto com a carne podre. Não sei a que ponto poderei chegar. Mas sei a hora de libertá-la. Só aguarde minha querida.
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Você não queria estar aqui lendo esse monte de merdas; e, talvez, eu também não queria ter escrito essas coisas. Porque se existisse algo que fizesse-nos sentir úteis, a mísera possibilidade de possuir essa coisa, de bom grado, estaríamos doando até a nossa alma, ou o que restou dela. Não estaríamos perdendo tempo lendo essas coisas. Por favor, caro leitor, não demonizem os meus pensamentos, nem as minhas lembranças. O diabo é coisa séria, e eu não ousaria brincar com alguém que sente prazer em ter a companhia de outras pessoas; mas também é preciso ter o mínimo de decência, e vocês hão de concordar comigo, não é preciso trazer a tona a sua moralidade religiosa, subjugar palavras de um tolo que não tem nada para lhes oferecer. Eu tenho uma cabeça doente, a minha alma foi forjada pelo fogo da tristeza e da solidão. Isto não é um manifesto contra toda a distopia criada pela minha memória. São, apenas, palavras. Palavras soltas tentando remontar a minha memória; essa, sempre desconexa, que coexiste pelas lembranças de um passado desordenado, um presente difuso e um futuro, indecentemente, incerto. Hoje, eu já não sei mais o que eu sou, mas, um dia, eu já fui o Esteban.

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