INESPERÁVEL AMOR
Gael
Me disseram que todo mundo se apaixona uma hora ou outra. Eu rio disso. Amor? É pra quem gosta de perder o controle. E eu aprendi cedo que amar é só mais uma forma de se foder bonito.
"Não se apaixone por mim se não quiser um coração quebrado."
Essa é a única regra que dou - e cumpro.
Minha vida é simples: treino pela manhã, trabalho à tarde, fervo à noite. Rolo uns lençóis com quem aparece e, no dia seguinte, nada de mensagem. Nada de apego. Nada de promessas.
Até que eu entro naquela boate. Luzes baixas, música pulsando, e aquele olhar atravessando o salão como uma flecha certeira. Intenso. Ferido. Mas bonito pra caralho.
Théo
Nunca fui bom em confiar. Não depois de tudo que vivi.
Meus pais? Me viraram as costas no dia em que descobri quem eu era. A vergonha da família. O erro que eles queriam apagar.
Mas minha irmã... Ah, ela nunca soltou minha mão. Foi por ela que abri a boate. Aqui, mando eu. Aqui, eu sou livre.
Ou pelo menos era. Até aquele olhar debochado e aquele sorriso torto entrarem como um raio no meu céu fechado.
Gael.
Ele chegou feito furacão e já foi deixando aviso: não se apaixone.
Mas o problema é que eu nunca fui muito bom em seguir regras.
E talvez, só talvez... ele também não seja tão imune quanto pensa.