Weigon Estrander e a sociedade da espada negra

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As batalhas mais sangrentas entre o bem e o mal no planeta Atrion deram início no ano místico de duzentos e trinta com o surgimento dos óbis, monstros gigantescos de pele acinzentada e com força descomunal. Eles devastavam os exércitos de vários reinos juntamente com os alabaks e manaias, duas outras espécies de demônios das trevas nascidos para o mal. Esses monstros não demonstravam muita inteligência, eles eram controlados totalmente por Seikan, rei do Reino Ocidental que se alto proclamava rei da escuridão, outrora um grande mago conhecedor da magia negra e ocultismo de Atrion. E, assim, os reinos foram caindo um a um, milhares de seres, de incontáveis espécies, foram mortos pelo exército sanguinário. Os reinos mais fortes, os dos humanos, lutaram bravamente, mas era uma luta desigual e injusta tamanha a força e o poder do inimigo, que não conhecia o medo e cultuava a deusa da dor. A carnificina, reino após reino, aumentava o poder e os domínios do rei da escuridão. Separados, esses reinos eram fracos, não tinham chance contra o imenso poder das hordas sanguinárias de óbis, manaias e alabaks. Um único rei, talvez o último dos bravos guerreiros, formou uma aliança jamais realizada antes em toda Atrion, seu nome era Elleinade Bassai. Esse bravo guerreiro juntou em um único exército homens, gárgulas e ainans, três povos que nunca haviam lutado juntos e nem se gostavam, mas que para a sobrevivência de suas espécies tiveram de colocar suas diferenças de lado formando assim a Tríade. Muitos outros povos também se uniram a Tríade como os elfos, ninfas e outros seres. Prólogo ISBN: 978-85-98792-92-7
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"Uma estrela desapareceu do céu naquela noite." - Um ciclo se fecha quando o céu e a noite se tocarem. O herdeiro da Sombra e a filha da Luz Antiga caminharão separados, mas ligados. Sonharão juntos. E, se o mundo permitir... serão um. Helion fechou os olhos por um instante. A imagem do filho de Rhysand - o menino de olhos violeta recém-nascido nas terras do norte - passou por sua mente como um sopro. Ele sempre fora sensível à magia dos outros Grão-Senhores, e algo nele havia estremecido quando a criança nascera. - Então é verdade, - ele murmurou. - Ela foi feita para ele. - Ou para destruí-lo, - disse Melyn. - O destino não é uma linha reta, Grão-Senhor. É uma tapeçaria, e fios puxam em todas as direções. A escolha será deles. O silêncio voltou a pairar. Helion se aproximou do berço. A menina suspirou, os lábios curvando-se como se sonhasse. Um brilho suave percorreu sua pele, como poeira de estrela. Ele estendeu a mão, tocando levemente os cabelos dela. - Eliryn, - disse com voz baixa. - Que sua luz nunca se apague, minha filha. Depois, virou-se para Melyn. - Esconda-a. Ninguém pode saber. Nem Tarquin. Nem Rhys. Nem os demais. Crie-a onde nem mesmo os ventos sussurram seu nome. A sacerdotisa apenas assentiu. E, enquanto Helion se afastava, uma estrela caiu no horizonte. Mas ninguém viu.

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