"Você ... Você... Você é um cretino! Como pude me apaixonar por alguém como você?" Eu estava totalmente transtornada, a raiva se apoderando de mim.
"Porque nós somos iguais, Clare! Fomos criados igual, posso ser um cretino, porém você é da mesma forma!" Ele dizia a se aproximar de mim, a raiva explodia em seus olhos.
Sem aguentar mais isso tudo, o mundo, meu pai, os pais dele, armas, carros, dinheiro, me joguei em seus braços. E ele aceitou.
"Só quero um momento de paz.." Sussurro.
"Então não saia de meus braços."
Porque eu a amei, a amei com tudo de mim, com cada átomo que meu corpo possui. Eu dediquei tudo para ela, eu fiz cada pequena coisa que a deixava com um sorriso bobo no rosto, eu recitei baixinho em seu ouvido todos os seus poemas preferidos e também aqueles que criei em minha mente exclusivamente para ela. Eu cantei todas as músicas com seu nome, eu compôs todo um cd com apenas sua imagem em meus pensamentos, eu cuidei de suas feridas, eu fiz tudo que podia para curar suas dores, eu doei meu sangue a ela quando a vi desfalecendo em meus braços. Eu a segurei contra meu corpo e me certifiquei que nada a machucasse, mas eu nunca pensei que seria aquela que machucaria e sairia machucada.