Flor Invernal

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Sep 14, 2015
Era uma floresta escura, de árvores sombrias e sussurros tristes, tinham as cascas do tronco tão velhas a ponto de simples dedos as quebrarem. O vento corria pelas folhas largadas à grama relva e úmida daquela noite chuvosa. A lua era tampada pela neblina forte, e sua luz se escondia nas nuvens negras e cheias. Nesta floresta, se encontrava uma mulher chorosa. Com frio, ela vestia casacão de cor purpura o qual seus braços se entrelaçavam a ele. Um cachecol vermelho como sangue rondava-lhe o pescoço. Seus olhos azuis combinavam com o pouco da neve, que já começava a cair. Ela carregava consigo uma pá velha de puro ferro. Após andar um pouco, procurando algo pelo chão, ela parou e olhou aos arredores, afim de que estivesse sozinha ali. [...]
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🩵- O castelo sempre fora dourado por fora - mas para ela, era apenas uma prisão reluzente. Desde que se lembrava, S/N havia sido mantida trancada em torres silenciosas, longe dos corredores onde decisões eram tomadas. Uma princesa de nome e aparência, mas não de liberdade. O mundo lá fora? Uma promessa distante. Uma história contada em livros e sussurros de criadas que achavam que ela não escutava. Mas ela escutava. E ela lembrava. Na calada de uma noite sem lua, com o coração pulsando entre o medo e o desejo de fuga, ela escalou os muros de sua própria vida. A floresta a recebeu com espinhos e névoa, mas também com a doce sensação de escolha - mesmo que custasse caro. Ela correu até não sentir as pernas, tropeçando entre raízes e sombras. Mas a liberdade, ah... ela tinha gosto de terra molhada e ar frio. Pela primeira vez, ela respirava. Até que algo a encontrou. Não era um lobo. Não era um soldado. Era um homem. Alto, elegante, olhos de aço e uma presença que fazia a floresta inteira silenciar. Vergil. Cabelos tão brancos quanto a lua que começava a surgir. Vestes de azul profundo, carregando uma espada que parecia conter um mundo dentro dela. Ele a observou como quem reconhece algo perdido - ou algo perigoso. "Você está longe demais do seu trono, princesa," ele disse, a voz cortando a escuridão como uma lâmina afiada. E então, o destino - ou algo mais sombrio - os uniu.

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