Não viro a noite
porque avessa já o é .
Não viro a noite
porque travessa também sou .
A noite , como toda criança ,
tem a luz do silêncio atento ,
a grandeza do olhar curioso,
a magia dos sóis distantes .
Á noite , como numa dança ,
sou poeta ao sabor do vento ,
Castro Alves , certamente furioso ,
há de me perdoar por um instante .
Lília Monteiro
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