29 de Março de 2020
Já faz noite, e até agora tem corrido tudo bem pôr aqui, sentado no sofá do quartel de bombeiros, sem quais quer chamadas de urgência, aqui a coisa virou um verdadeiro tédio, uns vêm televisão, outros fazem apostas num jogo de cartas, ao certo poderia estar a fazer algo, mas eu simplesmente não quero, sinto-me aborrecido, já nem sei se uma prostituta me punha contente, vinha a dias de ter uma discussão com a minha namorada, estava sem ideias só queria restabelecer uma ligação outra vês, mas ela não queria, já não sei o que lhe dizer ou mesmo fazer.
Um colega virou-se para mim e viu-me assim calado porque eu normalmente estou de pé a mexer com o pessoal eu era o barata, essa era a minha alcunha, nunca parava sossegado andava sempre a puxar pela equipa e treinava o dia todo só acalmava quando chegava o meu anjinho, aquela rapariga com a qual eu descotira, já chegaram a perguntar lhe se ela n queria vir para a equipa para que eu não lhes chatice mais, na verdade eu era apenas um voluntário mas fazia tanto ou mais como um comandante.
- E então já não andas a saltar de um lado para o outro pá?
- Não, hoje não tenho pachorra para nada.
- Conta lá o que se passou entre vocês dois.
- Como é que tu sabes que eu estou assim pôr ela?
- Puto, a quem tu queres enganar? Tu só acalmavas uma vez na vida e era quando ela chegava porque de resto aqui só com a equipa, eu nunca te vi tão calado.
- A coisa é que nós discoti-mos e eu tenho mesmo medo que a coisa fique por aqui, tu sabes eu amo-a, e o que eu não entendo é o porque que ela não me deixa falar-lhe, só para fazer as pazes.
Sem dar por isso começaram a escorrer lágrimas dos meus olhos, quando dei por isso baixei a cabeça o mais rápido que pude e disfarçadamente limpei as lágrimas, levanto me em direcção ao portão, precisava de refrescar as ideias.
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