Story cover for Ei, sorria by TypeCafajeste
Ei, sorria
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Completa, pubblicata il ott 07, 2015
Inspirei fundo, duas vezes. Nenhuma das
tentativas de diminuir a frequência cardíaca
funcionava. Olhar o fundo me aterrorizava,
embora tivesse certeza de minha escolha.
Cerrei os olhos, e em minha mente
anuviada apareceu aqueles que me
importavam. Meu pai foi o primeiro a
aparecer. Três cenas picotadas, na praia,
no casamento, no cemitério… Por pouco
menos de um segundo, minha mente
pareceu indecisa, até que a imagem de
uma de minhas melhores amigas se
formara na mesma. O mais perto de família
que um dia eu sonhei para alguém que de
fato não era. Lembrei do parque de
diversões, das risadas, da maconha até.
Logo, outra menina veio em minha mente
tal como o ar, elemento que ela
representara tão bem. Desanuviou meus
pensamentos, e trouxe a remota paz, algo
tão utópico naquela hora. Tomou meu
corpo e me fez desejar que fosse assim
para sempre. Um sorriso tomou meus
lábios, um sorriso que eu jamais imaginei
naquele momento. Vieram outras
lembranças, e voltaram a me
atormentarem.
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Há histórias que não se contam, apenas se sentem. Algumas se agarram ao peito como cicatrizes, outras se dissolvem no tempo sem deixar rastros. Mas existem aquelas que, por mais que tentemos esquecer, queimam dentro de nós como brasas sob a pele, sussurrando lembranças que recusam o silêncio. Esta é uma dessas histórias. Eu poderia dizer que foi sobre amor, mas estaria mentindo. O amor verdadeiro não se perde tão fácil, não some sem aviso, não deixa um vazio que se preenche com ausências. Poderia dizer que foi sobre desejo, mas desejo sozinho não machuca assim. Poderia até afirmar que foi apenas um encontro casual entre dois corpos que se cruzaram no tempo errado, mas nunca foi só isso. O que vivi foi um incêndio sem controle, um sentimento que consumia tudo ao redor, que me fez arder, que me fez querer mais. E então, quando as chamas se extinguiram, só restaram cinzas-e eu tive que aprender a viver nelas. Este livro não é uma história de superação. Não é um pedido de socorro nem uma tentativa de apagar o que foi vivido. É um testemunho de tudo o que senti, sem filtros, sem arrependimentos. É a verdade nua de alguém que tentou ser forte, que tentou seguir em frente, mas que, no fundo, sempre soube que algumas marcas nunca somem. Se você chegou até aqui, esteja pronto. Porque certas histórias não têm final feliz. Têm apenas verdades, e algumas delas são impossíveis de carregar sem sangrar.
Secret Love Song di vetsouza
37 parti Completa
Eu admito, não sabia onde Lauren queria chegar com isso, mas sabia que esta era a sua forma de confessar as coisas que mantinha para si e fazia questão de não contar aos outros, até se sentir sufocada o bastante, para então simplesmente, começar a divagar comigo, sua "prima" e sua melhor amiga. Eu a conhecia apenas no olhar, suas grandes esmeraldas verdes e brilhantes eram tão transparentes para mim que me perguntava se alguma vez ela já sentiu a minha facilidade em ler sua alma. Lauren era um ser humano complexo, o tipo de menina mulher de quinze anos que carregava em si uma essência doce e gentil, mas por vezes escondia suas fraquezas em uma casca grossa e prepotente, mas eu a conhecia e sabia o quão frágil e confusa ela realmente era. - E você Lo? - perguntei a olhando profundamente. O tom de sua pele branca banhada pela luz vibrante e perolada da lua, em contraste com seus cabelos castanhos escuros e seus olhos verdes esmeraldas lhe davam uma aparência que beirava a perfeição. Lauren era um dos seres humanos mais lindos que eu já tinha visto na vida. Por vezes me perdia em sua beleza, em seu sorriso, seus olhos... - Eu o que? - dirigiu suas grandes esmeraldas para me olhar. Ela sabia exatamente do que eu estava falando, essa era apenas sua forma de ganhar tempo. - Tem desejos e sonhos impossíveis? Errados? - questionei. - Quem não tem? - ela sorriu e eu quase me perdi nele. Olhei para a sua boca que agora mostrava seus lábios curvados em um sorriso e me perguntei se já não bastava ela ser linda, precisava mesmo ter lábios tão cheios e convidativos? Era quase como se gritassem... "Me beije!" E então tinha ali mais um desejo proibido... "Porque você não pode me abraçar na rua? Porque você não pode me beijar na Pista de dança? Eu queria que pudesse ser assim Porque não podemos ser assim? Pois eu sou sua"
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22 parti Completa Per adulti
Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.
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