Megan gritava enquanto despencava no vazio, jogada pelos braços do homem que jurava amar. O impacto com a água foi brutal. A dor explodiu quando a cabeça e o braço bateram com força, e o sangue se espalhou ao seu redor. Por um instante, seu corpo boiou inerte - suficiente para que ele acreditasse que estava morta e partisse, sem olhar para trás. As águas, porém, não a acolheram em silêncio. As primeiras mordidas vieram rápidas, rasgando sua carne. O choque a despertou. Entre o pavor e a agonia, ela se debateu, afastando as sombras famintas que a rodeavam. Então nadou. Nadou porque, se não o fizesse, seria devorada. A noite era densa, o frio cortava, a maré a arrastava cada vez mais para longe. Cada braçada era dor. Cada respiração, desespero. Mas dentro dela algo ardia mais forte que o medo: O desejo de viver.
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