Estamos vivendo um momento em que tudo pede pressa. O mundo está com pressa; há quem diga que a terra está girando mais rápido, que as horas passam rápido, o dia, mês, e assim por diante. Não posso afirmar com precisão sobre esses fenômenos físicos, ou seja, lá qual for sua natureza. Mas de uma coisa estou certa, estamos a tempos com o pé no acelerador. Tudo urge. Os anseios, os desejos e suas realizações, metas a curtíssimo prazo, ou muitas vezes sem prazo, mas tudo tem um preço, e esse preço me parece alto quando não nos damos conta das consequências dessa pressa. Pressa para conquistas financeiras, pressa para ser feliz, pressa para amar, pressa para ser amado, pressa para comer, pressa para acordar, pressa para nascer, pressa...
“Teoricamente” o dia tem 24 hs, 8 dessas horas deveríamos estar dormindo, é isso mesmo, deveríamos, porque um dos preços a pagar por essa pressa são noites mal dormidas, insônias mal entendidas, “insônia criativa”? Precisaríamos não dormir para criar? Voltando na matemática do dia, 8 h de “sono”, 8 h de “trabalho” (acredito que a maioria dos trabalhadores cumpre essa carga no nosso país), e pasmem, sobram igualmente 8h e o que fazemos delas? Corremos, nos furtando de momentos agradáveis e calmos com nossos amigos, filhos, companheiros, ou com nós mesmos. Corremos para resolver problemas, para curar dores físicas ,emocionais e não nos damos conta que somos nós que estamos apressados, que somos nós que não olhamos mais nos olhos, que não pegamos nas mãos, que não fazemos alianças reais, que nosso amigos se foram, ou porque se apressaram também, ou porque se assustaram com a nossa pressa. Amigos de redes sociais não contam, esses são os mais apressados, precisam “contar” no aqui e agora o que acabaram de fazer, sem ao menos digerir o momento.
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