Uma coca em São Paulo

Uma coca em São Paulo

  • WpView
    Reads 38
  • WpVote
    Votes 1
  • WpPart
    Parts 3
WpMetadataReadOngoing
WpMetadataNoticeLast published Wed, Jan 13, 2016
Uma das coisas que sempre tive mais curiosidade de saber era, como, quando, e com quem iria começar minha vida de verdade!! Sempre vivi embaixo do regime dos meus pais! Faça isso, limpe aquilo, coma assim, ande aqui! A vida toda foi assim, tudo regrado... Até que depois de 3 anos fazendo cursos e mais cursos, meus pais resolveram me mandar para São Paulo onde poderia me preparar para a faculdade que também é em São Paulo! O plano era simples, me formar no ensino médio, ir a uma festa, ingressar na faculdade, me formar e ser uma boa jornalista em Nova York, parece monótona mas para mim era a unica alternativa para LIBERDADE, até que.... Já viu um ser que te traz uma curiosidade absurda em uma unica olhada? e te confundi que você perde a noção do tempo, espaço, sentidos...... Bem o final dessa historia eu penso que sera triste, não que o cara irá morrer deixando uma carta, nem que eu morra ( coisas que podem acontecer) mas a palavra Amor não entra muito o meu esquema, para mim, é algo que atrasa!! ae! meu nome é Alice, e essa é a historia onde meu mundo virou de cabeça para baixo
All Rights Reserved
Join the largest storytelling communityGet personalized story recommendations, save your favourites to your library, and comment and vote to grow your community.
Illustration

You may also like

  • Deixe-me te amar.
  • O Contrato
  • Wicca- A Filha Dos Deuses
  • CASAMENTO FORÇADO
  • CULPADA: DEPOIS DA VERDADE Lv2 • Em Revisão
  • Alucinante demais
  • Sobrevivendo a um amor Mafioso
  • Angel Adorável Canalha (Amor&Família)
  • Íris - Série "Flores Do Sertão "

Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.

More details
WpActionLinkContent Guidelines