A Minha, e a Tua Vida.

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Dec 3, 2015
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Fiction
Horror
Havia dobrado a esquina, deixando para trás a última tentativa de relacionamento. Garota simpática, inteligente, sorriso tímido e de dentes tão brancos quais nunca havia visto.O hálito era agradável, o beijo, delicado; ainda que nada lhe despertasse de simpatia ou libido. Assim foi com algumas outras... Passeava naquele dia, somente isso. O peito vazio ainda incomodava, mas sabia que nunca o completaria de maneira convencional, e além disto, havia poupado muito por suspeitar que um dia haveria de querer a solidão. A mãe, único afeto, fora levada por uma epidemia de tuberculose em 54, e, de lá prá cá todo relacionamento foi instintivo, lógico e interessado; coisa de sobrevivência! Um quarteirão, outro, e outro. Os pés reclamavam muito; talvez sangrassem, mas sentia-se impulsionado a vagabundear até a exaustão.Não havia mais emprego, responsabilidade ou amigos que lhe ocupassem; então, continuou. Não podia precisar onde se encontrava à meia noite. A boca secara, e já nem sentira o resto do corpo tamanho era o cansaço.As casas daquela vila lhe eram de alguma forma familiares, e a sensação da terra fina e solta raspando e cobrindo o envernizado recém comprado o angustiaram muito.Não era cuidado com a aquisição, mas um sentimento nostálgico que lhe invadira uma ou duas vezes na vida; então parou na encruzilhada, olhou demoradamente o conjunto até que quando ia se virar ouviu o choro. O negrinho não estava tão distante, e ele não se importava; mas a curiosidade o arrastou para junto. Ajoelhou-se perto do corpo miúdo, tentou falar alguma coisa para que este se virasse, mas se sentia desajeitado. Tocou o braço, e o rostinho vestia olhos inchados de choro, e um ranho que escorria até o peito, fazendo lodo com o pó da rua.
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Uma história de amor que se passa fora da realidade dos palcos. Prólogo Era uma daquelas noites bonita em Araguaína, Vitoria Falcão estava andando por uma daquelas trilhas que levava as mais belas cachoeiras, uma das coisas que mais amava na cidade porém tinha o coração pesado. Vitória não sabia o que seria de sua vida o que queria fazer, se era ficar lá e andar por trilhas e trilhas atrás bela natureza que cercava sua cidade ou se falava com sua mãe, sobre o sonho de estudar teatro em São Paulo, ela tinha muito receio de desapontar sua mãe que ficara tão feliz por ela ter passado pra Direito, eram tantas questões que cercavam sua mente que o único que fez Vitoria sorrir foi e falar em voz alta foi. - Será que o Céu de SP é tão lindo quanto o daqui? Já na região mais baixa do país estava Ana Clara, numa noite corrida no Hospital São Paulo onde trabalhava. Ana Clara era uma jovem prodígio, extremamente inteligente havia se formado a pouco mais de 1 ano e já era uma das melhores cirurgias residente de sua idade. Ela já havia acompanhado só naquela noite duas cirurgias, uma de pequeno porte e outra um pouco mais delicada por se tratar de um garoto que havia tentado suicídio, ele tinha uma lesão na região do abdômen. Ana Clara sempre teve o sonho de cuidar das pessoas da melhor maneira possível, por isso se dedicou ao ramo da Medicina foi para São Paulo morar sozinha ainda na época da Faculdade, antecipou uns anos por seu desempenho formidável. Mas, nos últimos tempos tem se sentido tão sozinha na movimentada SP que ela tem vivido mais tempo dentro daquele hospital que em seu próprio apartamento. Cansada após terminar a cirurgia que durou cerca de 6 horas, Ana foi para o terraço do hospital, local onde se escondia para relaxar um pouco após um plantão daqueles. - Que saudade do céu estrelado de Araguaína! - Exclamou Ana após ver o céu nublado e frio de SP.

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