Diario De Uma Emo...

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Ola eu me chamo fernanda,mas prefiro que me chamem de fer,bom vou contar um pouco de minha vida pra voces,meus pais morreram quando nasci,morei com minha avò mas ela morreu quando tinha 12 anos,desde entao eu morei sòzinha,tenho 17 anos e nao tenho amigos,na vdd nunca tive amigos. Oje entrou um aluno novo que se chama daniel,ele é alto,magro,cabelos grandes lisos e escuros,olhos azuis como o ceu,e o pior de tudo é q ele é emo,ele é o mais gato e gostoso da sala.Hj no intervalo eu estava sentada no chao quando o daniel chegou e sentou bem ao meu lado e disse: -Ola, meu nome é Daniel e o seu ? -Fernanda,mas pode me chamar de Fer.Que tipo de musica vc curt ? -Rock,e vc ? -Tambem ! ... -Vc tem namorado? -Não,e tu ? -Não! Eles conversarao o intervalo inteiro,até q bate o cinal e eles tem q ir pra aula.É aula de quimica e fernada e daniel resouvem sentar juntos,derrepente chega fabricio e comessa a descriminar os dois -Quer dizer q o rockeirinho drogado ja arrumou uma namoradinha?
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Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.

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