Minha Querida Índia

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WpMetadataNoticeDernière publication lun., mars 7, 2016
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Fiction
Fantastique
Ela estava de costas não podia ver seu rosto, mas podia apostar que era muito bela. Os cabelos longos e negros, toldavam sua bunda sem me deixar ver o que a roupa deveria estar escondendo. Os ombros largos e a pele morena, entregavam que era uma índia. Desde que colonizamos todas as regiões e transformamos todos os índios, e suas aldeias em nossa propriedade, nunca mais tinha visto uma assim. Bela, intocada. Já havia ouvido, que por trás das montanhas, escondida e embrenhada estava a ultima aldeia, a grande mestre de todas. Já havia também, tentado acha-la. Mas fracassei... E agora havia uma índia que poderia pertencer a essa comunidade bem a minha frente, se banhando na cachoeira. Por de trás daqueles arbustos onde me escondia, ouvi os trotes dos cavalos de meus companheiros, com medo de que a vissem, corri. Eu queria captura- la sozinho. E se conseguisse, eu a faria falar.
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Os raios de sol entravam pelas frestas da janela enquanto Isabel Alencar observava os prédios que cobriam a malha urbana da cidade de Nova York. Seus dedos latejavam segurando a caneca pesada de café. Ela não havia dormido nada, estava acabada. Mas como poderia? Se o trabalho estava lhe matando e os segredos que encobria fritando seus neurônios? Ela sabia que tinha pouco tempo para ficar sozinha, que logo teria que voltar para casa e agradecer a vizinha por ficar com Rafael enquanto ela passava a noite na boate e, algumas vezes, na casa de estranhos para conseguir manter seu filho. Logo, a mulher sentiu um beijo em seu ombro nu. Pelo visto ela tinha feito um bom trabalho, mesmo que não tenha se entregado de fato. Isabel já tinha problemas demais. Cada beijo, cada lugar que ele insistia em passar as mãos pelo corpo dela a lembravam de tempo não tão distante. Nos quais ela era só uma garota mimada no Rio de Janeiro, que namorava um homem legal, que tinhas amigas legais e que tinha Ronaldo. Ela com certeza se lembrava dele. As covinhas de Rafael nunca a deixariam esquecer. Ela se lembrava de tudo muito bem. Isabel, ou para todos, Beatriz, precisa muito retornar ao Brasil.

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