500 dias com ela

500 dias com ela

  • WpView
    Reads 469
  • WpVote
    Votes 30
  • WpPart
    Parts 4
WpMetadataReadMatureOngoing51m
WpMetadataNoticeLast published Thu, Feb 4, 2016
Maia é como as estações do ano, instável e ardilosa, sempre imprevisível e bastante inconstante. Não que ela escolha ser assim, na verdade, a personalidade é apenas mais um dos milhões de fatos curiosos sobre si, uma menina potencialmente cheia de manias estranhas. Como em uma boa história de livros de romance, possui um passado espinhoso - embora prefira ocultá-lo sempre que lhe é conveniente -, porém diferentemente da heroína boazinha e iludida não o usa como uma desculpa, ou sequer como justificativa para seus erros, ela é o exemplo vivo de que as pessoas não são feitas de traumas eternos e sim de superações. Ao menos assim ela pensa. O fato é que Maia não lida bem com a separação dos pais, muito embora eles tenham se divorciado a certo tempo - aproximadamente cinco anos - e tal coisa se reflete em seu comportamento, tornando-a uma menina fechada, sempre amuada e bastante relutante. Aos seus plenos dezoito anos foi a um total de duas festas propriamente ditas - porque as de aniversário não contam -, coisa rara para uma garota de sua faixa etária. O que Maia realmente gosta de fazer é afogar-se em seus livros buscando nestes uma válvula de escape que a livre de mais um dia de desgosto. Até que as coisas mudam. Cansada do isolamento frígido e indiferente de Maia, sua mãe resolve que o melhor para a filha é respirar novos ares como dizia a avó já tão idosa e complacente. E que lugar melhor do que a casa da avó para mandá-la? Afinal "um fim de mundo" como alega Maia não traz muitas esperanças, mas por outro lado também não as tira. E assim a garota parte rumo a uma nova jornada, é claro, seria mais legal se estivesse indo a algum lugar paradisíaco o qual pudesse ser descrito com muitas estripulias e sorrisos. É apenas Carazinho, um confim onde Judas perdeu as botas, e não, isso não tem graça. É só mais um dia da vida de Maia, ela pensa. É claro, como em todo romance há de haver o mocinho, mas deixemos isso para o fim
All Rights Reserved
Join the largest storytelling communityGet personalized story recommendations, save your favourites to your library, and comment and vote to grow your community.
Illustration

You may also like

  • Tsara - Ir até o fim do mundo e depois Voltar (degustação)
  • 𝐎 𝐂𝐀𝐎𝐒 𝐐𝐔𝐄 𝐒𝐎𝐌𝐎𝐒' Javon Walton
  • Era uma vez - A Bella e a Fera

" Quando Mariana nasceu, foi mantida afastada de tudo aquilo que se referia à cultura cigana por imposição de seu pai, político com carreira em ascensão, que escondia a origem de sua mulher. Nadja transferira à filha uma pálida imagem de como era ser uma cigana nas ocasiões em que seu marido se afastava em viagens pelo país. Mas, um trágico acidente separara mãe e filha. Mariana possuía o sangue cigano em suas veias. Porém, criada como gadjin jamais seria aceita entre os Roma como cigana de sangue. Mariana também não era uma não-Romi. Se fosse descoberto seu sangue cigano, ela seria igualmente discriminada. . A mãe a fizera jurar que ela se manteria afastada de sua origem cigana para sua própria proteção. Com o tempo, a lembrança daquele passado esgarçou-se e desapareceu de sua mente. Agora, Mariana é uma agente operacional de prestígio numa empresa de Turismo de Eventos localizada na grande São Paulo. Entretanto, Mariana se percebe, contra sua vontade, mais uma vez imersa na magia e cultura herdada da mãe. Até que ponto podemos nos manter afastados de nossas raízes? Qual o limite do livre arbítrio? A Terra é meu lar, O céu é meu teto E liberdade é minha religião. Somos ciganos, os filhos do sol".

More details
WpActionLinkContent Guidelines