Learning To Fly

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WpMetadataNoticeÚltima publicación lun, jul 4, 2016
Seus olhos são como órbitas negras, convidando-me a descobrir mais sobre o que haveria ali dentro. Apesar de não querer admitir, você tira meu fôlego de um jeito que ninguém nunca havia tirado. Não queria me aproximar. Levantar a cabeça e ver seu sorriso. Sentir seu calor. Ver seus olhos. Seus lábios. As covinhas em sua bochecha. Abraçar sua cintura mais e mais forte, encontrar meu tão sonhado refúgio em teus braços. Esquecer de tudo. De todo o ódio que sinto, de toda a raiva, ciúmes, infelicidade, hipocrisia, falsidade. Não precisar de mentiras, sem precisar forçar um sorriso para evitar perguntas. Eu apenas sentiria as lágrimas quentes descendo por meu rosto. Sentiria teu toque e encostaria meus lábios nos seus, esquecendo o mundo à minha volta, sussurrando a promessa de que eu seria sempre sua.
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O futuro me encontrou, como um gato faminto, espreitando nos cantos da minha mente. Ainda sou Clara, mas a Clara que me tornei é um enigma, até para mim mesma. O tempo, esse pintor imprevisível, borrou as linhas da minha história, deixando um rastro de cores desbotadas e pinceladas hesitantes. As pessoas me veem, claro, mas não me enxergam. A Clara que elas conhecem é uma sombra, um fantasma que dança na periferia da sua percepção. "Clara, você está bem?", eles perguntam, com um sorriso gentil que não chega aos seus olhos. "Sim", respondo, e as palavras saem como um sussurro, perdidas no eco da minha própria confusão. A verdade é que nunca fui clara. As palavras se enroscam na minha garganta, formando nós que me impedem de falar. A comunicação, essa dança tão natural para os outros, é para mim um labirinto sem saída. Meus pensamentos, como um rio subterrâneo, correm em silêncio, escondidos sob a superfície da minha pele. Mas, talvez, essa seja a minha força. A Clara que não se define, que se perde nas nuances do silêncio, é também a Clara que observa, que sente, que absorve o mundo em sua quietude. Sou um observador silencioso, um colecionador de momentos, um guardião de segredos. O futuro, com suas promessas e incertezas, me espera. E eu, Clara, a que nunca foi clara, me preparo para enfrentá-lo. Talvez, em meio à névoa da minha própria história, eu finalmente encontre a clareza que sempre busquei. Ou talvez, a minha verdade esteja na própria neblina, na beleza do incompleto, na dança silenciosa do meu ser.

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