Devassa

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WpMetadataNoticeLast published Thu, Dec 8, 2016
Nunca fui uma Cinderela, ou a Branca de Neve. O que de certa forma é bom, por que não me vejo limpando o chão a vida inteira de uma madrasta má e suas filhas e nem me vejo morando com 7 anãozinhos. Coitada da Branca de Neve e da Cinderela, uma depende de uma fada madrinha que chegou meio atrasada, venhamos e convenhamos que não era preciso tantos anos pra resolver dar uma ajudinha e a outra de um príncipe que chega depois de ela ter comido a maça envenenada. Por favor, se isso é viver num conto de fadas eu estou fora. Se fosse pra mim ser uma princesa seria com certeza uma mistura de Princesa Sapo e Valentina. E agora que terminei com o Zack que foi o mais perto que cheguei de um conto de fadas, percebi que o príncipe era sapo e agora um ogro aparece pra piorar a história.
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Os contos românticos, com os quais nos deparamos em leituras desprentensiosas na nossa meninice, antes mesmo de nos graduarmos nas lições sobre relacionamentos, têm tipicamente dois personagens centrais, a vilania incrementando os impasses, um enredo fantástico e um destino que se encerra previamente satisfatório. Vale lembrar que, se possível, há uma boa fada que eleva o patamar de ser uma história encantada, trazendo ao pensamento infantil a beleza do final feliz, antes de se aconchegar em seu travesseiro, fechar os olhos e levar um beijo na têmpora de quem leu o livro colorido. Fora da literalmente protegida por capa, a vida limita -infelizmente- parte da fantasia, substituindo a fada por uma quimera, com suas heterogeneidades e incongruências. Não tão diferente do conto encantado, algumas situações incluem os vilões e, circunstancialmente, podendo ser os próprios protagonistas. Se podemos ser nossos próprios vilões e amargamos diante das nossas amarescentes escolhas, seremos também os culpados de não unirmos o felizes com o para sempre?

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