Muito Além de Parir

Muito Além de Parir

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Nov 17, 2017
Caros amigos, esta obra é sobre a maternidade, fatos reais que sinto necessidade de compartilhar com mais pessoas, para que assim como eu não se sintam sozinhas em alguns momentos da vida. Em épocas difíceis é bom termos informações de pessoas que passaram ou passam por situação semelhante a nossa, já nos conforta saber que não estamos sozinhos, nos faz entender que sempre existe um caminho. A maternidade não tem só o lado romântico, fato que em muitos casos só é descoberto após nos tornarmos mãe. Divido aqui meus sentimentos e minha maneira de vivenciar a maternidade. Espero que possa de alguma maneira fazer parte da vida de vocês! Beijos
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Dizem que o amor não se controla, mas até onde ele pode ir antes de se tornar destruição? Amar dois irmãos é viver em uma prisão invisível, onde cada batida é tortura, cada sorriso roubado é culpa, cada abraço desejado é pecado. E ainda assim, o coração insiste, insinua, chama... mesmo sabendo que a linha entre paixão e destruição se estreita a cada segundo. É possível dividir o amor sem se perder? É possível sentir inteiro quando se ama alguém e ao mesmo tempo deseja outro? E quando esses amores estão ligados por sangue, história e memória, como decidir quem deve ocupar seu mundo, e quem deve ser apenas lembrança de um sentimento impossível? Escolher se torna um ato de crueldade. Cada decisão é um corte profundo, cada silêncio pesa mais que mil palavras. O amor não pergunta se é certo ou errado, ele apenas exige, arrasta e consome. E amar dois irmãos é desafiar todas as regras invisíveis, é desafiar a própria moralidade do coração, é viver sabendo que nenhum caminho será livre de dor. O coração, então, se transforma em campo de batalha. Desejo contra razão, paixão contra culpa, amor contra impossibilidade. Cada beijo negado é morte lenta; cada sorriso compartilhado é condenação silenciosa. Amar assim é aprender que o impossível existe - e que os limites que julgamos firmes podem ser destruídos por uma única faísca de sentimento. E no fim, resta apenas a pergunta que ninguém ousa responder: será que o coração pode mesmo amar duas pessoas ao mesmo tempo, quando a própria vida insiste que isso não deveria existir? Ou será que o amor, na sua essência mais brutal, não conhece regras, nem limites... e apenas queima, sem pedir licença, sem se importar com quem será destruído?

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