A Sombra de dois mundos

A Sombra de dois mundos

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WpMetadataNoticeLast published Tue, May 30, 2017
Ouço a melodia de gotas vindo das escadas, vou lentamente até elas evitando fazer algum barulho com os meus passos, olho para baixo e vejo uma poça com um liquido vermelho, as gotas faziam ondulações hipnotizadoras, segui o sentido das gotas para tentar enxergar de onde elas estavam caindo, não era do teto, nem de nenhum lugar, surgiam da escuridão como um passe de mágica, desço as escadas, cada ruído que se fazia meu coração acelerava. Ao chegar no último degrau as gotas se cessam como se eu fosse o sinal para aquilo acontecer, a poça do liquido vermelho deixava um rastro falho pelo corredor, ouço um barulho vindo da cozinha que estava caindo aos pedaços, fui me aproximando e a imagem de um pé ia se formando, depois a perna, meu corpo começa a tremer, um arrepio correu por todo meu corpo. Cenas que mudam minha vida todos os dias, sombras que me atormentam dia e noite, estou preso a um mundo sem vida, preso á um poço sem saída, preso em um lugar escuro, estou preso dentro de mim.
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Duas almas atravessam o véu entre os vivos e os mortos no mesmo minuto, segundo e hora. Do mesmo dia, mês e ano. Sob a luz de uma lua de sangue. Uma delas segue o seu caminho e encontra a eternidade. A outra, com sede de sabedoria mesmo na morte, observa sua contraparte atravessar, mas ela não segue o mesmo caminho. Em vez disso, a alma curiosa, se aproxima do local de onde a outra veio, ela não vê muito, está turvo, como se estivesse debaixo d'água. A alma estende a mão, ela não consegue puxar de volta. Se ainda tivesse um corpo físico ela estaria franzindo as sobrancelhas enquanto faz força para soltar a mão de sua prisão invisível. A alma desiste. Ela se aproxima mais e passa uma perna, depois outra e então a cabeça. Derrepente, a alma esta sendo puxada, ela não sabe oque é aquilo ou como parar. Então ela flutua e flutua enquanto é arrastada pelo nada. E então tudo para. Ela sente dor, seu corpo todo protesta. Seu estômago geme de fome e ela não consegue respirar. Dois olhos cinzentos se abrem para a escuridão, apenas uma luz avermelhada iluminando o lugar, ela grita.

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