TOCADO PELA LUA

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WpMetadataReadComplete Thu, Jan 14, 2016
Ela era completamente maluca. E ele completamente maluco. Por ela.
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Hefesto, o deus grego do fogo, dos metais, do artesanato e da forja divina, era uma figura singular no panteão olímpico. Renomado por sua maestria incomparável na metalurgia e por criar obras de arte e armas de beleza e poder inigualáveis, ele era, paradoxalmente, desprezado e ridicularizado pelos outros deuses do Olimpo. Nascido com uma deformidade física, Hefesto mancava e era considerado feio pelos padrões de beleza divina, o que o tornou alvo constante de escárnio e rejeição, especialmente por sua própria mãe, Hera, que o lançou do Olimpo ao nascer em repugnância à sua aparência. Apesar de seu talento excepcional e contribuições valiosas para o Olimpo, criando desde os tronos dos deuses até as armas de heróis lendários, Hefesto nunca foi verdadeiramente aceito ou respeitado por seus pares. As zombarias, o desprezo velado e as piadas cruéis minaram sua autoestima e o isolaram emocionalmente. Após séculos de humilhação silenciosa e trabalho árduo não reconhecido, Hefesto finalmente cedeu à amargura e à exaustão. Em um ato de profunda desilusão e autoproteção, Hefesto se retirou para sua forja nas profundezas de uma montanha vulcânica. Lá, ele se trancou, silenciando o som do martelo e da bigorna, apagando as chamas que outrora dançavam com sua criatividade. Anos se passaram em reclusão sombria, enquanto o deus ferreiro, magoado e ressentido, deixava sua forja esfriar, recusando-se a oferecer seus dons a um panteão que o havia tratado com tanta crueldade. O silêncio de sua forja ecoava o silêncio de sua voz no Olimpo, um testamento silencioso da dor de um deus talentoso e incompreendido, que escolheu o isolamento como refúgio contra a injustiça divina.

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