Dias de Lua

Dias de Lua

  • WpView
    Reads 31
  • WpVote
    Votes 6
  • WpPart
    Parts 3
WpMetadataReadMatureOngoing
WpMetadataNoticeLast published Fri, Feb 5, 2016
Tudo começou quando meu pai voltou com um sorriso no canto da boca. Eu estava estudando na mesa. Eu já tinha entendido tudo. Ele colocou uma carta em cima da mesa, e minha garganta fechou. Meu pior pesadelo tinha acabado de acontecer: Ele tinha conseguido a tão sonhada transferência, e iriamos nos mudar de estado. Já tínhamos tocado nesse assunto várias vezes, fiz até uma lista de motivos para ficar na nossa casa, mas todos eles não foram suficientes para meu pai. Mas lá estava o destino. Minha mãe se levantou de felicidade, foi tão rápido, ela só o abraçou e começou a chorar. Fiquei em choque, parei de escrever e alternando entre encarar a carta e olhar para meus pais com tristeza. Um mês depois eu estava lá, deitada no meu novo quarto, na minha nova vida. "Não gosto de nada daqui" dizia para mim mesma. Acabou que eu nem odiei, nem amei. e estou nessa vidinha mais ou menos desde o dia em que pisei aqui. Porém, quando você tá no mar você espera de tudo. E o tudo talvez seja: Férias acabando. Meus pais tinham me colocado numa escola pública, até eles se estabilizarem melhor com as dívidas da mudança. Então claro que nada poderia me assustar tanto quando uma nova escola, numa nova cidade. Escolhi o turno da tarde, então, enquanto não chegava a hora de ir, fiquei mandando mensagens para a Bruna, minha BFF. Era uma pena ela não estar online para responder meu desespero, pois ela estudava de manhã. Porém, eu tinha que dizer algo para ela. Então peguei minha mochila, e fui para minha nova escola. Peguei o metrô, por que eu não possuía mais todos os luxos que eu tinha onde eu morava. Então, chegando na escola, meu telefone tocou, e adivinha? Era a Bruna. Atendi rapidamente, e as únicas palavras que me disse foram: SOCORRRO, AJUDA, LUIZA, SEQUESTRO, BOA SORTE. Assustada, perguntei o que houve, e ela desligou, tentei retornar e o celular estava desligado. Então subiu um frio na barriga, era s
All Rights Reserved
Join the largest storytelling communityGet personalized story recommendations, save your favourites to your library, and comment and vote to grow your community.
Illustration

You may also like

  • Entre as Ruínas do Silêncio
  • mae solteira
  • perda de tempo
  • AMOR E DOR
  • Give Me Love - Carthur
  • A VIAGEM
  • A existência de um amor
  • Mesmo Depois Da Eternidade
  • Revendida ao dono do morro.
  • Depois que ela se foi 🔥Spin-off Do Livro "Tinha que Ser ela?"🔥

Aurora nunca soube o que era liberdade. Abandonada quando bebê, cresceu num orfanato onde apanhava mais do que comia, onde palavras de afeto não existiam. Aos dezessete anos, quando pensava que logo poderia fugir, foi vendida como mercadoria. Trancada, espancada e deixada à beira da morte, ela perdeu algo que nunca teve chance de escolher: a esperança de ter filhos, de ter uma vida normal, de ser... inteira. Mas o destino ainda não tinha terminado com ela. Sevian é um homem moldado pela dor. Com o passado cravado em cicatrizes e a alma afundada em sombras, ele se esconde do mundo em uma mansão isolada. Rico, recluso e amargo, ele havia jurado nunca mais cuidar de ninguém. Até que encontra Aurora no chão, ensanguentada, silenciosa, com os olhos de quem já desistiu. Ele a leva para dentro. Ela não fala. Ele não pergunta. Mas o silêncio deles começa a conversar. Nasce entre os dois uma ligação frágil, dolorosa, lenta - como quem aprende a respirar de novo. Ele oferece abrigo. Ela oferece um reflexo que ele não queria encarar. E quando os traumas começarem a se desfazer, virá algo mais forte que o medo: o desejo. Mas o passado não fica quieto por muito tempo. E o amor, quando nasce entre ruínas, pode ser tão perigoso quanto salvador.

More details
WpActionLinkContent Guidelines