A feiticeira e o sacerdote

A feiticeira e o sacerdote

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WpMetadataNoticeLast published Mon, Apr 18, 2016
É possível que um peixe e um pássaro se apaixonem. Mas onde eles iriam morar? E se o peixe e o pássaro forem inimigos mortais? Quais são as opções? Prólogo A feiticeira, já sentenciada, aguardava em sua cela quando seu sono foi perturbado por um barulho distante de ferro. Parecia a fechadura sendo aberta, mas por quê? Por quem? Então ouviu sons de passos se aproximando no corredor cada vez mais. Tentou fazer cálculos mentais e para descobrir se havia chegado a hora de executarem sua sentença, mas o cérebro estava tão confuso depois de ser torturado tantas vezes que sua tentativa foi em vão. Com o barulho dos passos se aproximando, ela recuou para um dos cantos. Já encostada na parede, temendo pelo pior, ela escutou o mesmo barulho de ferros, dessa vez já na sua cela. Ouviu nitidamente quando sua porta abriu. Tremia. Nada aconteceu, não ouviu passos entrando no lugar, ninguém chamou seu nome. Depois de alguns minutos em silêncio, ela apurou os sentidos e andou em direção à porta, não havia nenhum vestígio que alguém estivera ali. Estaria ela tendo uma alucinação? Mas a porta estava realmente aberta...
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Em um momento de rebeldia (como sempre), o pai de Sophie se cansa de sua malcriação e decide levar toda a família para passar uma temporada na Dinamarca, já que ele planeja expandir sua grande empresa de advocacia. O que Sophie não esperava era que seu pai a colocaria em uma escola de bons modos, onde ela conheceria Emma Lancaster, a princesa da Dinamarca. Sophie já a desprezava; odiava estar em um lugar onde havia uma princesa estudando, já que todos falavam de sua perfeição. Para ela, "ninguém é tão perfeito", e ria quando chamavam a princesa de "paz". A partir do dia em que se tornaram colegas de dormitório, Sophie sabia, bem lá no fundo, que Emma iria virar seu mundo de ponta cabeça. Emma sentia o mesmo, mas ambas estavam cegas por frustração, confusão e um ódio destilado uma pela outra. Emma não suportava a presença de Sophie; detestava ter sua cadeira na hora do almoço na frente da dela e nunca olhava para cima, apenas para a comida. Tinha raiva de olhar para aquela garota tão repugnante. Ela só poderia ser o caos em pessoa, e jamais se juntaria ao caos, nem por um momento. Era isso que elas pensavam, mas até seus gostos voltarem a fazer sentido, as piadas voltarem a ser engraçadas e a companhia se tornar pelo menos um pouco agradável, as risadas e as vozes voltarem a ser boas de ouvir... e o desejo pelo toque ressurgir com toda força. Suas mentes e corações poderiam gritar para que não se aproximassem, que não ficassem juntas, mas suas almas se esforçavam cada vez mais para que isso acontecesse. A alma de cada uma clamava pelo amor... Mas será que aconteceu? Dessa vez, o ditado "Os opostos se atraem" funcionou? Ou seria mais apropriado dizer que "Os opostos se atraem, mas não funcionam juntos"? Elas vão se amar? Vão se entregar? Deixar o mundo virar de ponta-cabeça? Deixar seus hobbies e vícios serem julgados e ordenados a parar? Deixar tudo aquilo que defendiam ir embora com o vento?

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