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WpMetadataNoticeLast published Sat, Mar 5, 2016
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Fiction
Mystery
Depois do caos terrestre, a humanidade se viu a beira do abismo. Os recursos já estavam se esgotando, e era preciso expandir os horizontes conhecidos pelo homem. Não há mais barreiras para o avanço científico e tecnológico, e a única salvação não se encontra neste planeta. Ano de 2054. A terra já não era mais a mesma. Não havia mais tantas arvores, e o que se comia era artificial, assim como quem vivia nela. Grandes extensões de terra, que antes eram berços de grandes cidades, hoje são apenas grandes desertos cobrindo ruínas do egoísmo humano. Ruínas que um dia mostraram a hegemonia de grandes homens que tiveram seus dias de glória. Som de pássaros, até se ouvia, quando ligavam os televisores dentro de salas de aulas abarrotadas, para mostrar as crianças, o que um dia a terra havia criado. Há algum tempo, a corrida espacial havia atingido seu ápice novamente, mas dessa vez com um objetivo: Procurar novos planetas com recursos necessários para a vida humana, já que nosso próprio planeta já não podia mais nos fornecer o necessário. A disputa por territórios e por recursos não renováveis havia levado o ser humano ao seu limite. O oriente médio já havia visto seu fim algumas décadas atrás, por conta do petróleo presente, e dos conflitos internos entre seus povos. A Ásia já não tinha mais como manter seu excesso de população, e leis marcias foram decretadas em grande parte dos países. Já a America do sul, passou a abrigar nômades, e bandoleiros que hoje matavam por recursos que antes eram abundantes em seu solo. A America do norte e a Europa também tiveram sérios problemas, porem, já faz algum tempo que deixaram de brigar por território terrestre. E esse episódio foi chamado de "A grande Crise". Quatro planetas fazem parte do território que foi colonizado pelos humanos, sendo eles, Terra, Marte, B-345, Zx-85. "O Ser humano continua fadado a destruir sua própria espécie, e aos pouco arruinando seu próprio lar."
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#1
interplanetário
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O ano é 2081, quatorze anos após o início da Grande Decadência - uma era de colapso silencioso, desencadeada por um vírus que atingiu 90% da população com implantes neurais de aprimoramento. Chamado de Voz de Babel, o vírus não destruía corpos, mas realidades. Ele embaralhou as fronteiras entre memória e ficção, fundindo mentes humanas com dados digitais, personagens fictícios e traumas armazenados nas redes. Muitos enlouqueceram. Outros simplesmente desapareceram - suas consciências, agora fragmentadas, vagam como ecos digitais, os Ghosts: entidades presas nas redes locais, gritando, interferindo, tentando se comunicar. Às vezes em sussurros. Às vezes em puro desespero. Sem internet global, cada cidade se fechou em sua própria rede isolada, cercada por firewalls e medo. Mas nem isso é suficiente. Presenças estranhas se manifestam em sistemas, elevadores que tocam músicas esquecidas, vozes de mortos que ressurgem nos canais da TV. Lá fora, o planeta apodrece. Tempestades de poluição cobrem o céu por semanas, bloqueando o sol. Chove ácido. O concreto derrete. A humanidade sobrevive em estruturas blindadas, como ratos fugindo da própria criação. Enquanto as corporações disputam o controle com governos falidos, uma promessa ecoa nos telões da cidade: "RECOMECE EM TERRAS MAIS PURAS." Mas todos sabem: ninguém volta dessas terras.

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