Story cover for Destonado by eunery
Destonado
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Ongoing, First published Mar 01, 2016
Mature
Eu olho as pessoas nas ruas, nas praças, nas casas. Elas me olham de volta, mas parecem não enxergar. Não como às vejo. Olho em cada rosto o vazio de uma vida tão cotidiana, olho para cada João, para cada Joana. Suas palavras são como o ruídos de talheres em pratos famintos. Me perco entre os pensamentos desventurados da minha mente arrogante, nessa prepotência inconstante de descrever em versos os gestos de quem fala demais, mas não tem nada para dizer. Seria mais fácil ser vendado em risos de ignorância e superficialidade. Afinal, quem é feliz na verdade? Os pensadores em toda ciência ou as crianças em sua inocência? Vejo pessoas afogadas na praia de um oceano tão profundo. E estarão mesmo sem ar enquanto suas mentes estiverem submersas em
pensamentos tão vazios. Penso em me arriscar em mergulhos duvidosos, como uma roleta russa de saltos, onde o risco maior é ser atingido pela crise do "só isso?". Mais fácil seria a cegueira efetiva e fazer parte dessa cena de uma vez, pois não há nada pior do que acordar todos os dias e fingir ser como vocês.
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Psicopata do Silêncio

79 parts Complete Mature

O vento rasga o tecido da realidade O gemido dos trovões partem montanhas As lágrimas das nuvens molham corações O grito das estrelas silencia o mundo A imortalidade do universo fecha os olhos dos mortais. Gritos de agonía podem ser ouvidos O silêncio que me sufoca É o mesmo que me faz intocável As lágrimas que abafa meus gritos É a mesma que me mantém no inferno Eu deixei de sentir dor, quando você me roubou, o coração. Nada é real Minha realidade é a fantasia É a poesia. Galáxias se produzem, se formam Planetas se chocam Estrelas se apagam Nuvens se desfazem Nada é tão real quanto o acreditar. Minha poesía não é para militante É para visitantes Eu sou você, Você sou eu Minha dor, eu compartilho. Se você acha que pode viver e sobreviver em um mundo de espinhos, venha, Eu ansiosamente espero por conhecer seus pensamentos mais sombrios. Poesía É minha alma atormentada É meu coração acorrentado Meus pés sangram Meus olhos se fecham Eu vivo Na Poesía.