Os cabelos sempre bagunçados Dava para ver que ela tentava Tentava arrumar o cabelo mas não conseguia E era assim com a vida dela também Como arrumar algo naturalmente desorganizado? Não era pelo que ela queria Mas sim pelo que era sentia Tudo era uma mistura A alegria pode estar na dor E a dor na alegria O cansaço dela era visto Pelos olhos, embaixo deles aquelas Linhas grossas perceptíveis Eram um sinal O rosto sempre com expressão triste Quando estava feliz Ela logo arrumava uma memória Uma memória que já foi motivo de felicidade Mas hoje já não é Pois nunca mais ela vai se repetir E a tristeza volta O peito aperta E o mundo desaba E ela resolveu contar Contar oque sentia E aqui está você Prestes a desvendar o coração dela.All Rights Reserved