Um encontro com Sr. Darcy

Um encontro com Sr. Darcy

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WpMetadataNoticeLast published Tue, Jul 3, 2018
"Senhor Fitz me fita com uma expressão que não consigo decifrar. Ele se aproxima de mim a ponto de ficar milímetros de distância. Sinto a sua respiração ofegante. Tão ofegante quanto a minha. Dá até para ouvir as batidas do seu coração. Descompassado. Ele respira tão profundamente que tenho até medo de ele ter um ataque bem aqui na minha frente. Seus olhos estão tristes, como se algo dentro dele estivesse se despedaçando. Se perdendo. Sinto o cheiro da sua pele. Parece loção pós-barba e aquele cheiro de chuva que fica na gente quando pegamos uma daquelas. Sinto vontade de beijá-lo. Não, não sinto. Eu não posso sentir essas coisas. O que há com minha cabeça?" (Um encontro com Sr. Darcy) Maya Quaresma
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Clarice odiar o amor não faz com que ela nunca mais sinta o amor novamente, só faz com que ela se afaste, se afunde mais ao vazio e a solidão. O amor é algo sem definição, é raso, passar anos procurando alguém só mostrou o quanto, para ela, amar era prejudicial à sua saúde mental. E de fato era, mesmo que ela escrevesse sobre um sentimento que nunca sentiu de verdade, foi prejudicial à sua mente, à sua forma de pensar e agir, criando conflitos e até sentimentos e entes paralelos. Ás vezes nos encontramos a beira de algo tão intenso, tão forte, que não sabemos como reagir. Correr, aproximar, se deixar levar, ou se afastar aos poucos? É como estar prestes a se jogar no oceano, cheio de mistérios que nunca se quer experimentamos, mas que parece nos chamar cada vez para mais perto. E a gente vai, se aproxima devagar, num misto de excitação e receio, com passos lentos e medrosos, mas vamos mesmo sabendo que, se a correnteza nos puxar, não haverá mais volta. "Eu me pergunto se minha mente apenas deixa de fora todas as partes ruins, eu sei que não fazíamos e nunca faremos sentido."

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