Dia 9 de maio de 2009, 5º ano.
Eu tinha apenas 10 anos de idade, e foi mais ou menos naquela época em que minha mãe morreu para o câncer.
Já era popular na época, até porque, sou filha do prefeito...
Acabávamos de voltar da Educação Física, todos soados, então a professora mudou um tal de Gustavo para trás de mim, era o garoto novo, nunca havia conversado com ele...
Fui pegar meu lápis para fazer as minhas anotações, e percebi que esqueci o estojo em casa, então virei pra trás, e vi, vi aqueles lindos olhos verdes vidrados no caderno, que logo olharam pra mim, aquela beleza que nunca vi em ninguém antes... E eu apenas pedi um lápis, e ele me emprestou dizendo "Claro, pega". E aquela voz... ah sim a voz... era tão maravilhosa!
Eu nunca devolvi o lápis, mas desde então, eu e Gustavo trocávamos muitos olhares, mas nunca conversávamos.
"Aquela era a sua verdadeira família. Por vezes, ela sentia saudades de quem já não estava ali, mas apesar disso, ela fazia questão de valorizar cada segundo perto dos que ainda permaneciam com ela.
Pousou a pasta de lado e pegou no livro, que outrora fora a historia preferida de uma pessoa muito especial, que lhe mostrara que a vida se torna muito mais valiosa se nos permitirmos amar e ser amados. Para quem tinha lido aquele conto durante horas, perdendo-se também naquele país distante, fruto dos sonhos e da imaginação de uma simples criança.
Virou a cadeira para a paisagem atrás de si e abriu o livro na ultima pagina, onde esse alguém, que a ensinara a viver sem arrependimento, culpa, ou medo, tinha escrito certa vez:
Obrigado por tudo "
Nesta história irá aprender que o amor tem várias formas e feitios, mas que todas elas são partes que representam um todo.