Um Luar Infinito

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WpMetadataNoticeLast published Fri, Jul 29, 2016
A noite seguia estática e monótona como sempre. As vidas bailavam em volta da solidão. Em meio ao caos surgiu a paz e a guerra se fez irreal. Seus olhos eram cais, cais nos quais eu encontrei abrigo. Éramos fiéis amantes do caos; assíduos inquilinos do ideal. Éramos a pura, bela, genuína e irrefutável ilusão. Seu nome até o presente eu, infeliz mortal, desconheço, e tudo que hoje escrevo sobre seu ser, é fruto de minhas observações incessantes. Mas, para melhor personificação, irei descrevê-la como Anélly, pois assim a chamavam em seu malogrado ciclo social.
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Ela foi meu início, meio e fim. Cada palavra sua era como mel que transbordava dos seus lábios de anjo. A garota que me mostrou o paraíso, mas que também me levou ao inferno. Ela era um mistério encarnado na terra, um caso aberto que nem Sherlock Holmes seria capaz de desvendar. Seus olhos selvagens eram como a lua, e seu espírito indomável. Ela me tinha, e tinha meu coração na palma de suas mãos. Mas ela nunca foi minha... Ainda a vejo em meus sonhos e quando eu fecho os olhos, tudo o que consigo ver ainda é ela. Diana.

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