We've updated our Content Guidelines.
Review the latest guidelines to keep sharing stories safely.
PENUMBRA

PENUMBRA

  • WpView
    Reads 78
  • WpVote
    Votes 6
  • WpPart
    Parts 9
WpMetadataReadMatureOngoing
WpMetadataNoticeLast published Sat, Nov 12, 2016
WpInfo
Fiction
Mystery
Um arranhão, à porta, acorre, em alta madrugada. Você está sozinha em casa e, de há muito, estava dormindo. Você não sabe quanto tempo demorou, entre o seu despertar e o segundo ruído, na porta de entrada. Aquele estalo acaba lhe arrancando de um sono que, surpreendentemente, parecia mais tranquilo do que você imaginou que seria, tendo em vista a primeira noite que passa, na casa nova. O corpo dói quando você se levanta, como se rangessem as dobradiças de uma estrutura antiga, mas você não sabe se é culpa da exaustão da mudança, ou as marcas do acidente de automóvel que lhe roubou o marido e o filho de doze anos. Você se levanta, sentindo a cabeça latejar, ao mesmo instante que o hálito denuncia a meia garrafa de uísque vencida, há poucas horas. Veste as pantufas que ganhara de presente de dia das mães, assim como o roupão que seu antigo marido adorava que você tirasse, para ele. - Quem é? - você indaga, enquanto derrota, passo à passo, aquele corredor com cheiro de tinta fresca e fotografias que lhe encaram com olhos que somente existem agora na lembrança e em uma cova recente. Você torna a questionar pelo mentor daquela visita em ocasião e situação inadequados, mas o silêncio persiste em lhe responder. Inclusive, você chega à evocar a lembrança do Doutor Lima, aconselhando-a a entrar em contato com um psiquiatra, de modo a não deixar o trauma se apoderar de sua vida. "Talvez, tivesse sido uma boa ideia", você chega a pensar. Contudo, logo joga para longe tal pensamento, porque sabe que, com a exposição à um profissional, podem surgir detalhes que você não quer - sequer pode - encarar: a culpa. Você chega até o pé da porta. Mais uma vez, pede pelo responsável, supostamente, do lado de fora. E, sem obter resposta, mira pelo olho mágico, mas somente a PENUMBRA lhe encara, de volta.
All Rights Reserved
Join the largest storytelling communityGet personalized story recommendations, save your favourites to your library, and comment and vote to grow your community.
Illustration

You may also like

  • UMA LOUCA NAMORADA
  • Vampiros, Clã Kratos
  • Lições de amor (Em Revisão)
  • LAURA - MEU VERDADEIRO AMOR
  • Sobre o dorso de um tigre
  • "Tempos num Calabouço"
  • Me chame pelo nome.
  • Nada é como antes
  • Segredos do Tempo  - Atemporais Livro II

- Desça do carro e coloque as mãos na cabeça! - Uma policial alta e morena fala autoritária e minhas pernas tremem, como sei la o que, que treme e eu não sei usar como referência agora. Tudo bem, tudo bem... Eu sou uma Prado, devo me acalmar e explicar direitinho como vim parar nessa situação de merda. - Penso descendo de cima do capô do carro. - A senhora vai ter que nos acompanhar até a delegacia... - A mesma fala em tom cansado e caminhando em minha direção. Fudeu! - Xingo mentalmente e arregalo meus olhos. - Delegacia? - Pergunto assustada, mas sou interrompida pela mesma, que coloca algemas em mim, como se eu fosse uma qualquer... - A senhora tem o direito de se manter calada também. - Diz sem paciência pegando no meu braço, como se o mesmo fosse um espeto de churrasco ou sei lá. - Olha aqui, a senhora não pode me tratar dessa forma, eu sou... - Vamos, fique quietinha... - Me corta enquanto empurra minha cabeça para dentro da viatura. - Cuidado com o meu cabelo, senhora! Ei, esse penteado foi muito caro... - Resmungo tentando esconder meu rosto daquele monte de flashes, mas em vão já que meus delicados pulsos estão algemados. Que vergonha... Dessa vez o mico tá pago no cartão sem limites, sem juros, sem dó e sem piedade... - Soluço com choro. - Alexia! - Nick chama desesperada do lado de fora da viatura batendo no retrovisor assustada. - Liga para o... - Tento dizer antes dos policiais arrancarem com o carro do tumulto, rumo à delegacia... CONTINUA...

More details
WpActionLinkContent Guidelines