Sociedade da Caveira de Cristal

Sociedade da Caveira de Cristal

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WpMetadataNoticeLast published Sun, May 1, 2016
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Non-Fiction
ATENÇÃO! Tome cuidado com este livro, amigo leitor. Ele vai deixar você de olhos pregados. Bem acordado. Livro que nos seduz, parágrafo a parágrafos. Uma maldição! Explico: um verdadeiro game ritmado. " A vida é um videogame", como bem diz a autora. Um sonhogame. Quem escreve? Andréia del Fuego. Neste livro repleto de mistério e reviravoltas. Não diga que eu não avisei, ora. Não venha pra essa história desarmado. É preciso cautela. Tamanha a artimanha de suas páginas de suas páginas. Nervosas e carnosas. Imagine uma viagem on-line em que, para voce entrar, precise deixar o computador ligado e a Internet conectada. E prescise dormi. Isso mesmo, dormi. Para, só assim, a aventura começar , enfim. Entendeu? Explico de novo: Vítor é um garoto super-esperto, de treze anos, magricela e com espinha, que descobre um jogo na Internet - o Skull. Aí o cara se larga em um canto do quarto e sonha. E aí a conexão estará completa. Seu sonho entra dentro de outros internautas. Topa ou não topa?
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Eu tinha tudo. Ou, pelo menos, era o que todos acreditavam. Uma empresa de moda consolidada, influência nos círculos mais seletos, uma conta bancária que sustentaria gerações. Mas o vazio sob o peso dessas conquistas era impossível de ignorar. Eu me casei por amor. Ou, pelo menos, foi o que pensei. Sara tinha esse efeito sobre as pessoas - um magnetismo sutil, uma capacidade de fazer você acreditar que o mundo poderia ser um lugar menos insuportável ao lado dela. Eu amava Sara. Mas, com o tempo, o amor começou a se dissolver sob o peso das dúvidas. Pequenos detalhes - olhares que pareciam medir mais do que apreciar, respostas que soavam... vazias. Será que o amor de Sara era só uma fachada para o verdadeiro objeto de desejo - meu dinheiro? Foi nesse contexto que encontrei o bar. Um lugar discreto, imerso em luz baixa e música abafada, onde os drinks eram precisos e o anonimato oferecia alívio. Eu ia para lá sempre que o silêncio em casa se tornava insuportável, sentava no mesmo banco, acendia um cigarro e deixava o gosto amargo do uísque deslizar pela garganta. E foi lá que comecei a conversar com a barista. Eu não sabia o nome dela - e nunca perguntei. Ela tinha um sorriso fácil, mas um olhar agudo demais para ser ingênuo. O tipo de pessoa que te enxerga antes mesmo de você abrir a boca. Ela ouvia sem julgamentos. Às vezes, dava conselhos diretos, com uma clareza quase cruel. O mais estranho é que ela parecia me entender - não como Faye Peraya, a empresária bem-sucedida, mas como alguém que carregava o peso de um amor que começava a desmoronar. Eu não sabia por que confiava nela. Talvez fosse a maneira como ela me olhava, sem expectativa, sem exigência. Talvez fosse o fato de que, diante dela, eu não precisava ser nada além de... eu.

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