Destinas A Bailarina

Destinas A Bailarina

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E hoje eu volto às onze de um bar e acho cedo. Às três de uma festa, e acho tarde. Gostava mesmo de quando voltada da sua casa, bêbado de sono, e não achava nada. Me sentia, na verdade, achado. Me despedir de você, quase que dormindo, deitada e embrulhada no quentinho dos lençóis. Nem olhava pro relógio, do telefone e nem do carro, e isso era raro para alguém como eu, você bem sabe. Alguém que declarou guerra ao tempo e manchou na pele a declaração. Que conta cada segundo que ainda tem pra aproveitar, por medo da crise dos minutos que, quando eu for mais velho, vai chegar. - Harry.
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Algumas pessoas dizem que ser um indivíduo importante é essencial no mundo de hoje, mas, sinceramente, eu não acho. Eu não digo isso por que tenho fama, fortuna e tudo mais do que eu quero, mas digo por que é verdade. Não há uma pessoa decente que possa me contrariar. Não digo que não sou grata ao que tenho, pois sou e não abriria mão disso, até por que eu não sei se aguentaria usar uma coleção antiga da Chanel. Agora que acabei de fazer uma baita besteira na minha saideira de turnê, tenho que lidar com os papéis. Parece que estão me diagnosticando como alcoólatra, só por que eu bebo Whiskey no café da manhã não quer dizer que eu tenho que fazer terapia. Se eu não me comportar vou ser levada para uma clínica de reabilitação. Claro que vou ter o direito de ter um padrinho 24 horas por dia, se ele for gatinho eu juro que não me comporto, mas sem compromissos, eu não namoro. Todos me pertencem mas eu não pertenço a ninguém. Eu sei que meu pessoal dá um duro danado pra cobrir meus rastros, mas afinal eu pago eles pra isso. Não foi fácil me convencer no começo mas eu acabei cedendo. É simples: eu faço o que eles querem, e depois que eu estiver liberada eu piso na bola de novo. Mas antes disso eu preciso me despedir da minha vida fora da lei. MAS SERÁ QUE VIVER DESSA MANEIRA VALE MESMO A PENA?

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