Ela era viciante como uma droga, talvez a mais perigosa delas. Ele estava em busca de algo novo, queria viver com adrenalina. Os dois mantinham uma vida dupla, mas que ambas se cruzaram pelas circunstâncias da vida.
Viciado era um eufemismo para o que eu senti quando meus olhos bateram naqueles cristais azuiz. Cora era um sonho, uma fraude, uma mentira distorcida que ela contou para si e levou os outros a afundarem no barco de mentiras. Mas ela era acima de tudo, minha. Porque quando aqueles olhos cheios de medo encararm os meus, eu soube, ela era, ela a minha Rumia e eu não estaria me separando dela nunca mais.