A Crise dos 16 Anos

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WpMetadataNoticeLast published Sun, May 15, 2016
Pra começar eu não sou problemática. Não sou bipolar, temperamental, nem nada disso. Quer dizer, mamãe sempre diz que sim, meu pai às vezes, minha melhor amiga diz todos os dias e, bom, o que importa é o que eu acho. Não é mesmo? E eu acho que eles exageram. Um pouquinho. Sou uma pessoa super tranquila. Na verdade, tranquilérrima. Só que, às vezes, claro, como todas as garotas da minha idade, a gente se estressa um pouquinho com o cabelo, a unha, as olheiras que aparecem como mágica, os garotos chatos e com os gatinhos. Mas, isso não quer dizer que eu seja bipolar, por exemplo, quer dizer, acho que não. Ou quer? Ah, também não me importo. Quer dizer, me importo um pouquinho só. Mas, quer saber? Já deu. Eu sou uma pessoa fácil. Muito fácil de lidar.
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~ Prólogo 1 Dois anos atrás... Dizem que a partir dos 15 anos, o tempo voa. Que você pisca os olhos e já está com os seus 18 anos. Quando eu fiz 15, eu decidi que ia aproveitar o máximo. Eu sabia que quando chegasse aos meus 18 anos não ia ser como qualquer um adolescente imagina. Eu não ia ser independente, não ia morar sozinha logo de cara, não ia sair todo final de semana, enfim... A questão é que minha mãe sempre foi super protetora e as coisas que eu queria fazer ela não deixava. A única solução era fazer escondido. Eu só fazia coisa errada. Coisa que se minha mãe descobrisse ela ia me enfiar em um internato. Vou para as festas escondida, junto com minha melhor amiga Alexis, bebo, fumo, bom, eu não sou um exemplo de boa filha. Minha mãe acha que eu sou, mas ela não sabe muito bem o que acontece na minha vida. Se ela fosse menos protetora, até poderia saber. Maya: Vira logo isso Alexis! - falei enquanto ela tomava coragem de virar um meio copo de tequila Alexis: Vai se foder! - nós rimos Saímos da festa devia ser umas três da manhã. Eu não estava bêbada, só estava um pouquinho alegre. Eu sabia meu limite. Maya: Vou pegar as tintas lá em casa, to afim de fazer uma arte. Alexis assentiu. Ela não iria, tinha medo de ficar de madrugada sóbria na rua. Eu fui pra casa e entrei lá na ponta dos pés. Se minha mãe me visse no estado que eu estou, nossa, nem quero imaginar... Entrei no meu quarto e peguei minha bolsa que já tinha tudo que eu iria usar. Eu estava terminando quando vi luzes de policia vindo de uma rua. Era só o que me faltava, parar na prisão. Deixei minhas coisas ali mesmo e corri pra algum lugar onde eu poderia me esconder. Entrei em um beco escuro e ali fiquei até as luzes se afastarem. Estremeci quando senti uma mão tapando minha boca. Xxx: Se você gritar, juro que te mato aqui mesmo. Meu coração acelerou quando senti suas mãos passando por de baixo da minha blusa. Isso não está acontecendo! [...]

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