Hartsford
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WpMetadataNoticeLast published Mon, Jun 6, 2016
Sabe quando você tem um daqueles dejavus? E se lembra de ja ter vivido aquele momento, a sua cabeça fica confusa como se você perdesse totalmente a noção do tempo, você tenta agir normalmente, mais é quase impossível disfarçar a insegurança sentida, e de repente do mesmo modo que veio você já não o sente mais. Ele vem e vai instantaneamente, o fazendo logo se esquecer de te lo vivido novamente. Pois é, é assim que me sinto na maior parte do tempo.
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"Eu vejo gente morta." Ok, essa frase já é um baita clichê, mas no meu caso, é verdade. Desde que nasci, eu vejo como as pessoas vão morrer nos próximos minutos - e nada do que eu faça pode mudar isso. Já tentei impedir, já rezei, já fingi que não via... Mas a morte parece se divertir comigo, transformando cada tentativa de salvação em um final ainda mais absurdo. Então, o que eu fiz? Me tornei especialista em ignorar. Melhor ainda: fiz disso um estilo de vida. Aos 28 anos, vivo como nômade, evitando qualquer laço emocional e trabalhando como leitora crítica de manuscritos. Sim, eu sou paga para ler livros ruins e encontrar os que têm potencial. Um sonho para uns, um pesadelo para quem já não aguenta mais fanfics disfarçadas de romances. Mas meu maior problema não são os clichês literários. O problema é quando eu começo a ver mortes... que não deveriam acontecer. Assassinatos que ainda não aconteceram, mas estão prestes a rolar. E, pela primeira vez, talvez eu tenha um jeito de mudar a história - ou de acabar como mais um spoiler da morte. Uma história sobre sarcasmo, mortes inevitáveis e o prazer de rir na cara do perigo. Afinal, se a vida é um roteiro, eu já decorei o final.

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