K.I.T.T.Y
Aos quarenta anos, Roman consolidou um império. Ele é o "Chefe Tribal" do mundo corporativo: implacável, solitário e com uma paciência que se esgota mais rápido que suas ações na bolsa. Sua vida é uma rotina milimétrica de ternos sob medida e silêncio absoluto em sua cobertura de luxo. Ele detesta aniversários, detesta surpresas e, acima de tudo, detesta interrupções.
Seus primos, os gêmeos Jay e Jimmy, decidem que o "velho ranzinza" precisa de um choque de realidade. Como uma pegadinha de mau gosto, eles aparecem no seu aniversário com uma gata preta, resgatada de um pet shop. O plano? Ver Roman perder a compostura limpando caixas de areia.
O que os gêmeos não sabem é que a gata não é um felino comum. Sob a madrugada da primeira noite, o animal se transforma em Kitty, uma mulher que aparenta ter entre vinte e vinte e cinco anos, com uma beleza magnética e perturbadora.
Ela possui pele marrom clara, cabelos escuros e traços delicados, mas o que denuncia sua natureza selvagem são as orelhas negras no topo da cabeça, um rabo longo que chicoteia com vontade própria e olhos verdes vibrantes com fendas verticais que parecem ler a alma de Roman, e derreter suas barreiras logo no primeiro encontro.
Entretanto; Kitty tem uma personalidade complexa: ela transita entre uma inocência infantil - fascinada por luzes, texturas e carinho - e uma ousadia sapeca que beira o perigoso. Ela não entende as regras sociais de um bilionário; ela quer brincar, quer atenção e não tem filtro, desafiando a autoridade de Roman com um ronronar atrevido ou uma travessura calculada.
Enquanto isso, Roman se vê em um dilema sombrio. Ele deveria estar apavorado ou expulsá-la, mas algo naquela criatura indomável desperta um instinto protetor (e possessivo) que ele nunca sentiu.
Ao tentar esconder a "hóspede" temporária, e exótica dos primos xeretas, mantendo sua imagem de empresário sério, forças obscuras do passado de Kitty começam