The Vampire Diaries  - O Despertar

The Vampire Diaries - O Despertar

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WpMetadataNoticeDernière publication sam., juin 4, 2016
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Fiction
Romance
“Você está se divertindo?” Elena perguntou. Agora eu estou. Stefan não disse, mas Elena sabia que era isso que ele estava pensando. Ela nunca esteve tão certa de seu poder. Exceto que na verdade ele não parecia que estava se divertindo; ele parecia abatido, com dor, como se não pudesse suportar nem mais um minuto disso. A banda estava começando, uma música lenta. Ele ainda estava encarando-a, absorvendo-a. Aqueles olhos verdes se escurecendo, ficando pretos com o desejo. Ela teve a repentina sensação de que ele poderia puxá-la para si e beijá-la duramente, sem ao menos dizer uma palavra. “Você gostaria de dançar?” ela disse. Estou brincando com fogo, ela pensou repentinamente. Nesse instante ela percebeu que estava aterrorizada. Seu coração começou a bater violentamente. Como se aqueles olhos verdes falassem com alguma parte dela que estava enterrada – e aquela parte estava gritando “perigo”. Algum instinto estava dizendo à ela para fugir. Não se moveu.
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🦾⭐ ── CRIMSON PRYDE era uma colecionadora de fantasmas. Pesadelos, traumas e demônios eram a herança de escolhas que insistiu em fazer. Ela até tentava enterrá-los, é claro - não a sete palmos, mas a dez, vinte, talvez mais fundo ainda. Só que isso não bastava. Por uma década inteira, o rosto que a assombrou foi o daquele que lhe cobrou um preço que ela soube que devia. Um preço extremamente alto. Ele não a tinha matado, não. A única coisa que restava, sim, ele a levou. E, por dez longos anos, ela se perguntou por que ele não terminou a missão para a qual foi enviado. Talvez a morte fosse mais misericordiosa do que o fardo de culpa que ela carregou depois de tudo. E como se o destino tivesse um senso de humor particularmente perverso, Crimson se viu de frente para o seu pior pesadelo. Só que agora ele não era mais os Soldado Invernal, tinha olhos mais cansados e um arrependimento que parecia quase tão pesado quanto o dela. Ele estava mudado, sim, mas ainda era o mesmo fantasma que vivia das suas memórias. Era um tanto inconveniente, para não dizer totalmente irônico, que os problemas perseguissem Crimson. E alinhar-se com Bucky Barnes em missões de teor quase suicida era, aparentemente, a forma mais fácil deles se enfrentarem e criarem laços - os mesmos laços que, até então, prefeririam se matar a admitir que existiam. Mas o "X" da questão, o grande problema que nem Bucky nem Crimson sabiam como resolver, era a simples tarefa de aceitar o que fizeram no passado e mandarem tudo para o inferno. Juntos. Só bastava ter saúde mental para isso, um detalhe trivial que, convenhamos, era a única coisa que não tinham. Restava-lhes, então, enfrentar aquele processo de purificação, aquele processo doloroso e confuso... O processo Catharsis.

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