Os Inculpáveis

Os Inculpáveis

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Jun 12, 2016
Durante o curto tempo de um exame de necrópsia, R., um imprevisível e medíocre jovem que viria a se tornar o ícone de uma sociedade profundamente apática, recém acordado de pesadelos, percebe que havia se transformado em um cadáver. Diante da impotência de lutar contra a realidade, decidiu utilizar a consciência que lhe restou para comunicar as lições que aprendeu durante a vida. Assim, incumbiu-se de narrar todos os fatos que antecederam seu suicídio para o jovem médico legista Dr. Hugo e seu assistente Zé Ariestin, mais conhecido como "Lhama" por seu comportamento impopular de cuspir nos cadáveres com quem não simpatizasse. R. era um jovem típico de nosso tempo. Possuía os defeitos e as qualidade comuns a qualquer outro jovem. Crescera num contexto de intensas transformações sociais e testemunhou, em primeira mão, a íntima relação causal que essas transformações possuíam com o progressivo embotamento afetivo que se multiplicava como uma epidemia entre seus conhecidos. O mundo em que R. vivia era muito pouco diferente daquele a que o leitor deve estar acostumado, o que pode não ser evidente sem um olhar atento. O que há de implausível nos acontecimentos narrados é meramente uma ilusão. Tudo ocorre em nosso mesmo país, nossos mesmos estados e nossas mesmas cidades. Todo momento de insanidade, todo momento de maldade lúcida, toda tragédia e toda adaptação às tragédias têm uma única condição necessária: a ação individual refletida no próprio indivíduo, como força motriz de um processo que se repete e se nutre a partir de sua própria existência. A estória é, ao mesmo tempo, uma recontagem de lembranças vividas por uma personagem desde sua primeira crise existencial até ao ápice de sua transformação em um corpo sem vida. como, também, a constatação de que as respostas às dúvidas existenciais são sempre insatisfatórias, restando a quem deseja manter-se são a simples aceitação de que as coisas são ex
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✧*:.。.𝕯𝖊𝖘𝖉𝖊 𝖔𝖘 𝖕𝖗𝖎𝖒𝖔𝖗𝖉𝖎𝖔𝖘 𝖆 𝖑𝖚𝖆 𝖊 𝖆𝖘 𝖘𝖔𝖒𝖇𝖗𝖆𝖘 𝖆𝖓𝖉𝖆𝖒 𝖑𝖆𝖉𝖔 𝖆 𝖑𝖆𝖉𝖔... sᴇʟᴇɴᴇ ᴀʀᴄʜᴇʀᴏɴ, ᴀ ғɪʟʜᴀ ᴍᴀɪs ɴᴏᴠᴀ ᴅᴏs ɢʀᴀᴏs-sᴇɴʜᴏʀᴇs ᴅᴀ ᴄᴏʀᴛᴇ ɴᴏᴛᴜʀɴᴀ, sᴇ ᴠᴇ ᴇᴍ ᴜᴍᴀ sɪᴛᴜᴀᴄᴀᴏ ǫᴜᴇ ᴠᴀɪ ᴍᴜᴅᴀʀ sᴜᴀ ᴠɪᴅᴀ. ᴇɴᴛʀᴇ ᴄᴏʀᴛᴇs ᴇ ɪɴᴛʀɪɢᴀs, ᴇʟᴀ ᴇɴᴄᴏɴᴛʀᴀ ᴜᴍ ɪᴍᴘʀᴏᴠᴀᴠᴇʟ, ᴘᴏʀᴇᴍ ᴅᴇsᴇᴊᴀᴅᴏ ᴘᴏʀᴛᴏ sᴇɢᴜʀᴏ, ɴᴀ ᴇsᴄᴜʀɪᴅᴀᴏ. "𝓔𝓾 𝓽𝓮 𝓭𝓮𝓼𝓮𝓳𝓮𝓲 𝓷𝓪 𝓮𝓼𝓬𝓾𝓻𝓲𝓭𝓪𝓸 𝓹𝓸𝓻 𝓶𝓾𝓲𝓽𝓸 𝓽𝓮𝓶𝓹𝓸 𝓮 𝓶𝓮 𝓻𝓮𝓹𝓻𝓮𝓮𝓷𝓭𝓲 𝓽𝓸𝓭𝓸𝓼 𝓸𝓼 𝓭𝓲𝓪𝓼 𝓹𝓸𝓻 𝓲𝓼𝓼𝓸" ᴀᴢʀɪᴇʟ × ᴏᴄ ☬ ᴇssᴀ ᴇ ᴜᴍᴀ ғɪᴄ ɪɴsᴘɪʀᴀᴅᴀ ɴᴀ sᴀɢᴀ ᴀᴄᴏᴛᴀʀ ᴅᴇ sᴊᴍ, ᴛᴏᴅᴏs ᴏs ᴄʀᴇᴅɪᴛᴏs ᴀ ᴀᴜᴛᴏʀᴀ ᴘᴇʟᴏ ᴜɴɪᴠᴇʀsᴏ ᴇ ᴘᴇʀsᴏɴᴀɢᴇɴs ᴏʀɪɢɪɴᴀɪs, ᴘᴏʀᴇᴍ ᴇssᴇ ᴘʟᴏᴛ ᴇ ɴᴏssᴏs ᴘᴇʀsᴏɴᴀɢᴇɴs ᴏʀɪɢɪɴᴀɪs ɴᴏs ᴘᴇʀᴛᴇɴᴄᴇᴍ ᴇ ɴᴀᴏ ᴀᴄᴇɪᴛᴀᴍᴏs ᴘʟᴀɢɪᴏ.

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