Do Outro lado do Jardim

Do Outro lado do Jardim

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Irrefutável... é a capacidade que o coração humano tem para se apaixonar. Irrepartível... é a capacidade que o coração humano tem para se apaixonar, de muitas maneiras, por uma pessoa. Irreparável... é a capacidade que o coração humano tem para se apaixonar, de muitas maneiras, por uma pessoa errada. Meu nome é Íris. Sou uma irrefutável apaixonada, que viveu um momento de irrepartível felicidade, ao lado de um homem de irreparável sentimento. O nome dele é Aniel. E ele é um anjo de tão bonito. Loiro. Pele suave. Lábios rosados. Os olhos são de um azul tão intenso e sensível que somente aos anjos poder-se-iam igualar. Ele era o meu anjo. Era o meu amor. Aniel vivia além do meu horizonte. Do outro lado do Jardim. A casa dele é grande, elegante, triste e fechada. Por entre as flores do jardim eu o admirava diariamente. Jovem. Alto. Lindo. E mortal! Eu o via tomando banho na piscina. Via-o fazendo as refeições. Via as mulheres que arranjava. E via também o que com elas ele faziam. Mas já estava cansada de apenas ver. Eu desejava SER! Desejava fazer parte da vida de Aniel. Desejava senti-lo em mim como aquelas mulheres o sentiam. Desejava que ele me visse... Amigos tentaram me impedir, alertando-me sobre Aniel. Disseram que era perigoso, que ele era estranho e que trazia nos olhos a marca da violência. Violência? O meu amor? Isso não era verdade! Aqueles olhos azuis jamais poderiam refletir violência, mas sim... beleza, sutileza, sensibilidade. Meus amigos estavam definitivamente enganados para mim. Os amigos frequentemente se enganam com sentimentos alheios ao coração deles. Nada do que dissessem mudaria a minha ideia. Eu estava amando Aniel intensamente... Então... enchi minha pequena e retraída alma de coragem e me mostrei. Sim. Eu tive coragem! Eu abri meu coração e entreguei minha alma para aquele homem que eu tanto amava. Ele também me amou no momento em que nossos olhos se encontraram. E naquele mesmo instante eu perc
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PLÁGIO É CRIME! (Art.184 e parágrafos do Código Penal) - Só um beijinho papai. Vai, entra no faz de conta comigo apenas uma vez. - Chloe, eu não posso fazer isso. Mesmo que eu a beije, Bella não vai acordar. É impossível, está em coma há um mês. - Está tirando a fantasia de uma criança? É como se você falasse pra mim que papai Noel e que coelhinhos da Páscoa não existem. - diz cruzando os braços fazendo um maior bico e deixando uma lágrima rolar em seu rosto. Que poder de persuasão que essa criança tem. Ela pegou pesado comigo, não posso voltar atrás agora e nem tenho mais argumentos para me defender. - Tudo bem. Você venceu! - Chloe limpa as lágrimas dos olhos e sorri. Fico só observando sua cara de paisagem. Bella me perdoe, não sou nenhum tarado, só tenho uma filha muito anormal e mimada. Que ninguém entre nesse momento me pegando em flagrante. Observo Bella dormindo e minha visão cai em sua boca perfeita. Ela parece perfeita. É linda e isso parece tão certo. Me aproximo mais, com a respiração já alterada, passo meus dedos em seu rosto e percebo o quão macio é, uma onda de eletricidade passa sobre mim. Sigo da maçã do rosto até sua boca e não consigo mais raciocinar o certo do errado, só consigo pensar no desejo louco que me veio de provar seus lábios. Toco os meus com os seus lábios frios, passando levemente minha língua entre eles, percebendo a temperatura deles mudar para mornos e termino com um selinho. Tento manter minha respiração regular, mas está difícil, meu corpo está em adrenalina, como se o meu lado policial me acusasse de algum delito. O que é fato, eu estou cometendo um delito. Quando abro os olhos dou de cara com um par de olhos azuis que logo depois se fecham por causa da iluminação e abre novamente com dificuldade. Ela abre a boca varias vezes, acho que está tentando dizer algo e eu não consigo me mover, estou paralisado. - Quem é você? - diz com a voz bem rouca e bem baixinha. .

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