Tudo o que escrevi para você
Meu pescoço se enruga, imagino que seja de mover a cabeça para observar a vida.
E se enrugam as mãos cansadas de seus gestos.
E as pálpebras apertadas no sol.
Só da boca não sei o sentido das rugas, se dos sorrisos tantos ou de trancar os dentes sobre caladas coisas.
( Marina Colasanti )
Prologo:
Ao encontrar um menino com os olhinhos perdidos, qual a impressão que terias sobre?
Afastaria-se ou aproximaria-se dele?
Foi o que eu fiz, acha que agi incorretamente?
Ensinei-lhe sobre o amor, és algo informal? Lhe ensinei como amar, isso és por acaso um absurdo?
Apaixonou-se e agora? Impedirá o seu amor jovem e de inocência pura?
O amor o completa, eu garanto, então não poderás fazer tal ato para atrapalhar o amor que sentes em teu peito.
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Mas amor e sofrimento são vida, e negando-se a eles você se nega a si mesmo. ( Marina Colasanti )