Tarde demais, me apaixonei

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WpMetadataNoticeLaatst gepubliceerd woe, aug. 10, 2016
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Fictie
Romantiek
Escrever sobre amor é, na maioria das vezes, o maior erro de um escritor. Não que o amor seja um erro, o que de certa forma é, mas sim pelo fato inegável de que o amor afunda a pessoa. O amor é, sem dúvida alguma, o poço em que toda a humanidade já deve ter afundado pelo menos alguma vez na vida. Não é errado amar, faz bem pra alma, pra mente e para o coração, isso apenas se o amor for recíproco ou ambos corações estejam em sintonia. Mas e quando, de alguma forma, o outro coração deixa de estar em sintonia com o mundo? Esse é o maior problema. Nós causamos a dor nas outras pessoas, batalhamos e nos machucamos sozinhos, para no final ver que o amor é uma enorme câmara escura, onde você não enxerga o próximo, sequer sente o que ele esta sentindo, e a duvida é inevitavelmente dolorosa. Os momentos ficarão na lembrança, as palavras jamais serão esquecidas, mas e o que foi prometido? Deve ser esquecido, pois existem certas coisas impossíveis de cumprir. Apenas espero que tudo fique bem. Me desculpe.
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim. Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra. Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.

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