Pietro, um jovem vazio, cheio de saudades. Poemas à parte, seus amores são artes. E suas ilusões, turbilhões de desastres.
(Versão alternativa)
Era um garoto que foi vários caras diferentes. Um garoto que nem sequer gostava de ser chamado de garoto. Indiferente para alguns, estranho para outros. Ele que por muito tempo quis ser garoa, descobriu a tempestade que havia dentro de si. Achava que ter um pedaço de papel e algo que escrevesse na mão, resolveria tudo. Seus problemas, suas angústias, seus medos. De fato, sempre resolvia. Não os problemas do mundo ou dos seus pais, mas os dele. O mundo já era caótico demais para ele tentar mudar algo pelos outros.
Um pouco egoísta. O pequeno príncipe egoísta. Para ele, ninguém tinha culpa de nada, dele ser assim, das pessoas serem assim, de ele odiá-las. Era um mistério. Mas era simples. Ele só era vazio demais para ser alguém. E apesar de toda a inexistência existente em si, um dia sonhou que suas palavras dilaceradas na folha de papel seriam lidas por pessoas de todos os cantos, todos os jeitos, todas as cores. Mas era só um passatempo.
Um dia de bobeira na varanda da sua casa, ele brincou de escrever uma carta de despedida para tudo. Sem motivos. Apenas brincou. Riscou pra lá e pra cá como se estivesse brincando com as palavras que escrevera naquela hora. Para ele era fácil. Conseguia fazer as pessoas sentirem um aperto no peito apenas com a junção de letras e vírgulas e pontos e... e tudo que podia ser chamado de escrita.
Ele brincou sério. Chamou a brincadeira de despedida. As regras eram simples, ele escrevia, colocava numa carta que era para ser entregue à seu amigo imaginário e apenas partia. Para onde? Para o mesmo canto que irá essa última palavra.
Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor
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Escrevi cartas quando não havia mais ninguém para ouvir. Escrevi porque doía demais guardar tudo só pra mim. Escrevi para o amor que partiu, para o que não chegou, para o que nunca existiu de verdade... e, acima de tudo, escrevi para o amor que um dia fui capaz de sentir - mesmo quando não havia retorno. O amor que, no fim de tudo, sempre esteve em mim.
Entre páginas não lidas e amores não correspondidos, nasce um livro feito de confissões, saudades e silêncios. Cartas de um amor desconhecido: todas as vezes que escrevi para o amor, reúne cartas reais escritas por alguém que amou com toda a alma, mesmo quando o outro já não estava mais lá. Não são cartas para serem respondidas - são desabafos de quem sobreviveu à ausência e transformou a dor em palavra.
Se você já amou alguém ao ponto de se perder, talvez se reconheça aqui. E, se ainda não se encontrou, talvez essas cartas possam te guiar de volta porque, às vezes, a gente só precisa escrever para continuar existindo.