"Muitos são os que acreditam em sonhos, porém poucos são o que buscam em si."
Anotei a frase na última página -porém não menos importante- da minha agenda, a fechei, e coloquei dentro da caixa de papelão sobre minha cama, entre outras agendas.Entre todas, uma me chamou atenção, na capa "2005" com meu nome um pouco já desgastado pelo tempo, a peguei, me sentei na poltrona e comecei a folhear, e tudo escrito ali era o que passava na minha mente aos 12 anos.Sorria ao ler cada linha ali, cada parte minha ali.Como era bom relembrar os velhos tempos, folhei mais duas páginas de versos, e cheguei a uma foto da minha turma do colégio, foi impossível não sorrir. A foto havia sido tirada em uma festinha, np meu último ano na Argentina. Parei quando encontrei o menino branco, alto, magro, com gel no cabelo, sorrindo e segurando um violão, suspirei.E eu, como qualquer outra menina de 12 anos, também tive aquela "paixão impossível", León, meu Lê, meu melhor amigo, meu irmão. Ao menos eu acho.
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