O MOSCA
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WpMetadataReadMatureComplete Sun, Jan 5, 2020
Um homem está no metrô voltando para casa depois de um cansativo dia de trabalho, resolve tirar um cochilo e quando acorda não se lembra de nada. Acometido por amnésia, resolve não contar a ninguém sobre sua condição, transformando em uma aventura cheia de surpresas e sobressaltos a descoberta de sua identidade e de sua vida pregressa. Porém, aos poucos vai percebendo que faz parte de uma sociedade em que as pessoas são doutrinadas para apenas fazerem circular créditos e consumir entretenimentos, onde o pensamento subjetivo e a Arte foram abolidos. Uma poderosa instituição controla tudo, e todos vivem imersos em seus trabalhos e consumos, alheios à prisão invisível de suas mentes e corpos. A cada dia que passa o homem vai tomando mais consciência daquele mundo e se transformando em uma ameaça ao estabelecido, uma vez que descobre e começa a fazer uso, maravilhado, de uma capacidade sua que estava totalmente proibida naqueles tempos: pensar.
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Ele não se cansava de olhar para aquele incrível processo orgânico, todas as tardes ele descia no córrego para observar a transformação da matéria. Era incrível para ele perceber como os agentes decompositores trabalhavam rápido, e aos poucos o grande volume ia diminuindo. O cheiro, o som das moscas, o movimento das larvas, davam ao ambiente um clima de paz e tranquilidade que o fazia se sentir bem, mais do que isso, ele se sentia forte, superior a tudo aquilo, pois estava vivo e as larvas não experimentariam o sabor de sua carne tão cedo. Em vários momentos ele teve vontade de rir do estúpido comportamento humano, mas se continha, pois sabia que deveria manter as aparências. Pois, sendo ele uma espécie rara, que não se encaixava nos padrões sociais, sabia que sempre correria risco, então desde pequeno aprendeu a simular o comportamento humano. AVISO IMPORTANTE Esta é uma obra de ficção e não tem compromisso com a realidade, esta obra é destinada a pessoas maiores de 18 anos em pleno gozo de suas faculdades mentais. A língua portuguesa é empregada de forma incorreta propositalmente para proporcionar ao leitor uma imersão maior no mundo real, onde nem todos são alfabetizados. Os fatos relatados pelo protagonista são extremamente cruéis e perturbadores, então, se você for uma pessoa sensível, frágil, religiosa, tiver estômago fraco ou for muito apegada à moral e aos bons costumes, peço que não leia este

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