ESQUINAS NOTURNAS

ESQUINAS NOTURNAS

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WpMetadataReadMatureComplete Thu, Sep 15, 2016
ESQUINAS NOTURNAS mostra o amor e o desamor, o sonho e a realidade. A noite é percorrida desde que se inicia, com suas dores, traumas, paixões e angústias, até o despertar, com uma nova esperança, um novo alento, uma eterna procura. Apesar da angústia e solidão tão latentes, a poesia de Esquinas Noturnas traz um pouco de crença, de fé e de otimismo, na eterna busca e no intrigante jogo de achar e perder que é a vida. Prosa poética, para degustar com vagar, palavra a palavra, sentimento a sentimento. ISBN 978-85-60380-28-2 © Marcos Gimenes Salun - Rumo Editorial - SP - 2014 COMPRE VERSÃO IMPRESSA: https://www.clubedeautores.com.br/book/171233--Esquinas_Noturnas?topic=literaturanacional#.V9qacZgrLIU
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Sempre me intriguei com uma pergunta: por que queremos tanto algo e quando finalmente conseguimos, parece que aquilo perde o brilho? É como se o desejo fosse uma chama viva e intensa, que nos impulsiona, mas que se apaga no exato instante em que sentimos a posse. Já reparou nisso? É um ciclo silencioso, quase cruel. A gente anseia, idealiza, sonha, corre atrás... e no fim muitas vezes sobra só um gosto morno na boca. Aquele objeto tão desejado vira mais um na estante. A pessoa que parecia inacessível vira rotina. A meta que nos fazia vibrar se torna apenas mais uma linha riscada. É um paradoxo que me acompanha há tempos assim como cada um de vocês caros leitores - o desejo como motor da vida e ao mesmo tempo como fonte de frustração. Não desejo no sentido puramente sexual ou material, mas desejo como força existencial. Queremos muitas coisas o tempo todo: O sucesso, reconhecimento, queremos amor, e também novidade. Nós queremos ter, mas não fomos ensinados a permanecer e sustentar o valor daquilo que temos - A manter vivo o encanto. A verdade é que estamos presos em uma busca constante, uma espécie de fome que não se sacia nunca. Quando conseguimos o que queremos, surge um novo desejo logo em seguida. Às vezes nem damos tempo para aproveitar o que conquistamos e já estamos pensando no próximo passo, na próxima experiência, no próximo objeto. E isso cansa e nos esvazia. Parece que estamos sempre no quase: quase felizes, quase completos, quase satisfeitos. É uma insatisfação crônica, disfarçada de ambição ou de "gostar de desafios". Mas no fundo, é só o medo de parar e encarar o que realmente nos falta. Foi por isso que decidi escrever este livro. Não para dar respostas prontas, mas para levantar as perguntas certas. Se você já sentiu o vazio depois da conquista, se já se perguntou por que aquela coisa que parecia essencial agora só ocupa espaço, ou se tem se cansado dessa pressa por sempre ter mais, então este livro é pra

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