Caso Encerrado

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WpMetadataNoticeLast published Tue, May 8, 2018
Eu não vou mentir para você. Eu não tenho como mentir para você. Não consigo! Muitos crimes sob nossa investigação acabam por despertar um 'interesse' diferenciado, de nossa parte, em solucionar o caso. Não há como tratar todo delito de forma igual, 'imparcial', como quem abotoa as correias de duas mil sandálias por dia, na linha de produção de uma indústria qualquer, sem sequer olhar para o que está fazendo. Nós não trabalhamos no automático. Trabalhamos com gente! Com pessoas; seres humanos. E somos humanos também. Então, não adianta eu mentir para você. Quando aquela linda morena de 19 anos de idade, cabelos negros, olhos fascinantes e um corpo de classificação impossível chorava sem parar, pedindo - "por tudo o que fosse mais sagrado!" - que os responsáveis pelo assassinato de seu pai fossem presos... Olha... Eu confesso: o dever de ofício transbordou os limites da minha obrigação funcional. Entrei de corpo e alma naquela investigação como nunca fizera antes. Misturei razão e emoção num segmento de atividade profissional - Polícia - que, por prudência, manda saber separar esses dois pesos sob medida. Ignorei conselhos de quem já acumulava décadas de experiência nesses labirintos e, meio que por castigo da vida, senti o gosto amargo das consequências reservado a quem minimiza esses cuidados. Mas cá pra nós: quem é capaz de mandar no coração?...
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#279
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Rodrigo Eu tinha dois heróis: meu pai e meu irmão. E uma certeza: meu pai e meu irmão estariam sempre à frente dos negócios da família, comandando uma das maiores indústrias alimentícias do país. Dividindo-me entre o Brasil e a Itália, país onde nasci, levando uma vida intensa, regada a festas e a relacionamentos superficiais, a imprensa gostava de me tratar como o "playboy milionário inconsequente". Até que meu mundo desmoronou. Eu conheci a dor profunda da perda. E fui obrigado a abraçar responsabilidades que jamais almejei ter. Porém, quando tudo parecia perdido, ela apareceu, mudando minhas convicções, tocando o meu coração como nenhuma outra mulher havia tocado... Marina Só tive uma opção em toda minha vida: lutar. E aprendi a ser minha própria super-heroína. Vivendo em Paraisópolis, a segunda maior favela de São Paulo, filha de um traficante de drogas morto em confronto com a polícia, eu só buscava provar a todos e a mim mesma que podia escapar das estatísticas negativas presentes nas comunidades pobres e dar um futuro melhor para a minha família. Graduada em secretariado executivo, trabalhando numa ótima empresa, meus planos estavam dando maravilhosamente certo. Até que tudo mudou. Eu me vi caindo, perdendo o pouco que conquistei com tanto esforço. E as estatísticas, das quais fugia, me agarraram sem piedade. Então, ele chegou, estendeu sua mão, mas também me pediu ajuda. Eu aceitei, mesmo sabendo que nosso conto de fadas jamais poderá terminar com um "felizes para sempre" - não com os segredos que escondo. .

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