A Canção dos Mudos

A Canção dos Mudos

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WpMetadataNoticeLast published Sun, Oct 9, 2016
Antes da Existência e o Vazio se apaixonarem, não havia nada. Foi no encontro entre os dois que fluxos imensos de energia se espalharam, criando duas dimensões opostas. O Vazio regozijou-se com sua dimensão obscura, e a Existência foi preenchida com os pilares do que um dia seria o universo. Mas o casal, ainda insatisfeito, resolveu ter um filho. A criança cresceu devagar e demorou para que fosse permitida pelo pai viver na dimensão da Existência. Foi então que houve um começo. Ele deu início a essa história e todas as outras. Seu nome é Tempo e ele é o meu irmão mais velho. Eu vim a nascer muitos anos depois, quando a Existência e o Vazio tiveram duas filhas gêmeas, mas inteiramente diferentes uma da outra. A primeira a sair do ventre da Existência foi a Vida, loira e esbelta, com sua pele bronzeada e quente. Olhos completamente brancos, como os da mãe, e um sorriso encantador. Logo depois, nasceu a última filha do casal. Seus cabelos eram longos e negros, e não havia um só momento em que eles não estivessem encharcados em água eterna, pendendo pesados de seu corpo pálido e magro, com a linha dos ossos visível por baixo da pele gelada. De olhos negros como o fundo do palco das estrelas, e ela nunca sorria. Seu pai decidiu seu nome, e foi assim que eu vim a me chamar de Morte. Novamente, foi decidido que os filhos do casal viajariam para viver com a mãe. Mas meu pai protestou. Ele ergueu sua longa mão negra e agarrou meu pulso, e eu assisti, sendo tragada pelo Vazio, enquanto a Vida era abraçada pelos braços de nossa mãe. Invejei, não pela última vez, minha doce e inocente irmã. Convenci então meu pai a permitir que eu visitasse nossa mãe. Surgiu o Pacto da Mortalidade. Em troca de visitá-la, eu teria que trazer de lá alguma lembrança dela para ele. A Vida cultivaria as criações de nossa mãe e o Tempo julgaria quando eu deveria visitá-los. A Vida cria, o Tempo envelhece e a Morte ceifa.
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Yuri

A muito tempo atrás, quando os meteoros se colidiram e formaram o nosso universo, aqueles seres que chegaram primeiro a nosso mundo, a eles foi dado o nome de celestiais. Um grupo de quatro elementos únicos e puros: Aretuza a forma da água, o elemento mais abundantemente e toda terra. Aires o rápido como o vento que corria para o sul, o mais agitado. Enki o mais forte deles, bruto como rocha, e forte como a terra. Hestia a irmã fogo, seu elemento causa a destruição, de todos ele era a mais temperamental. Viviam com nós os humanos, deram a nós o dom de nossos poderes, construimos monumentos, erguemos prédios, fizemos a nossa evolução. Certo dia, uma tempestade começou a se forma, acharam que Aires iria aparecer e resolver o problema, mas a tempestade ficou mais forte, casas foram levadas, e nenhum celestial apareceu. Crianças chorando, pessoas em desespero, um correria, carroças voando, telhados de palha, todos se perguntavam aonde estaria, os celestiais. Uma luz ofuscante apareceu no céu, luzes saíram em sua direção, os olhos focados no céu, conhecendo todas as cores, uma bola de energia começou a se forma no centro de toda a cidade. Um estrondo ensurdecedor, um grito agonizante, um criatura parecia estar sofrendo, quando a bola explodiu, a luz do dia ficou escuro e brilho nos olhares se acabaram. Depois de alguns dias, perceberam que os celestiais já nãos os atendia mais, tomaram frente da situação e desde então, não se sabe onde eles estão....

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