pedaços de mim com manchas de vinho

pedaços de mim com manchas de vinho

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WpMetadataReadTerminé jeu., oct. 19, 2017
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Poésie
Desde que comecei a divulgação para amigos e conhecidos do livro, cruzei com várias perguntas ao longo da escrita e muitos vinham acompanhados de sentimentos tristes e tensos que acaba em uma interrogação. Pedaços de mim com manchas de vinho são coletâneas, com pensamentos meus, sentimentos guardados e explorados, histórias que fui o personagem, apenas o observador e até mesmo o ouvinte. E então resolvi publicar depois de muitas dores e por não ter a certeza se iria ficar bom, pedaços de mim com manchas de vinho acabam tendo muitas dores, minhas e pessoais e acabo me sentindo completamente nua ao escrever mas acaba sendo muito gostoso a cada publicação. Esse livro é um misto de emoções e sensações e eu quero que vocês sintam comigo. Boa Leitura! ~ Dedicatória: Dedico esse livro e toda a minha escrita em memoria da pessoa mais importante da minha vida, minha Mãe. Minha mãe que sempre me apoiou, me fez enfrentar meus medos e seguir os meus sonhos você sempre vai estar em meus pensamentos e em minhas criações, eu te amo para sempre. Dedico aos meus leitores que me fazem continuar a cada momento, eu agradeço por cada um. Dedico aos meus amigos mais próximos que me ajudaram e sempre deram uma lidinha antes que eu colocasse neste livro, vocês me ajudaram muito.
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E ele se foi, desaparecendo entre tantas pessoas. Eu fiquei ali, sozinha sem ele para secar as lágrimas que insistiam em rolar, eu apertava as mãos da minha mãe, pedindo ajuda porque eu nunca havia sentido tanta dor, nem quando o meu peixinho favorito morreu, ou quando não dormi com meu cobertor favorito, e muito menos quando perdi meu ursinho de pelúcia favorito; nem injeção que doía tanto em mim, doeu tanto quanto aquele momento, porque não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei tentando controlar as frias e salgadas lágrimas que caiam dos meus olhos. Não fiz pirraça, só fiquei em estado de inércia pedindo por pensamentos que ele voltasse. Mas, não voltou. Ele nunca voltou. Os segundos foram passando e minha mãe me levou para a casa. Era tudo diferente naquele segundo. Era uma dor consumidora e desgastadora. Eu achava que o teria para a sempre, mas o nosso para sempre só existiu dentro de todos aqueles momentos infinitos que passamos juntos. Essa é a carta 225 de uma menina de 11 anos, e infelizmente é a unica que ele não vai ter, e é a única que eu nunca mais me esquecerei até essa dor ir embora, e se um dia for. Sou muito jovem e minha mãe me disse isso. Eu chorei semanas. Talvez um dia o tempo passe, a semana acabe e eu o terei de volta ou nunca mais. Mas que um coração partido dói, dói e sobre isso sou incapaz de negar.

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