Em toda o curto tempo de vida que tive,o que eu deveria provavelmente considerar um alto nível de vivência para alguém como eu, aconteceram histórias que seriam inovadoras para a nova juventude,ou não,pois eu faço parte dela. Já fui preso,me envolvi com coisas que não consideramos "certas",porque elas realmente não são coisas certas a se fazer,mas por não serem corretas, não significa que eu não as faça,faço e até demais. Apesar de às vezes me envolver com coisas que não funcionam direito no meio social,eu sou uma pessoa extremamente amorosa e carinhosa com as pessoas que me cercam,desde que me entendi por gente. Ela fez isso,apesar de sempre ter sido alguém carinhoso,foi ela que fez isso. Com "isso" quero dizer que ela,Ariana,me mudou de uma certa forma. Conheci ela em uma festa de um grupinho pacato da universidade,tal festa que eu nem queria ir,mas por causa de minha mãe acabei indo(ela acha que eu estou deprimido,garotos não ficam deprimidos). Quando cheguei lá estava ela,baixinha e com um sorriso aberto que demonstrava uma felicidade verdadeira,e não muitos sorrisos falsos que escondem uma grande tristeza,como o meu. Ela estava com um vestidinho tomara que caia curto,e com um salto alto muito alto mesmo,que devia ser uma de suas tentativas para parecer mais alta,pois ela era minúscula como uma formiguinha!Seus olhos eram meio cansados,mas dentro deles havia um pequeno brilho que os ressaltava,e os faziam parecer pequenas bolhas de água com minusculas estrelinhas dentro,e eu gostava disto.Aquela simples festa estaria começando uma história,e eu não sabia disso,mas você irá saber.
"Olha eu agradeço tu ter sido minha primeira paixão, mas tu não é o amor da minha vida"
Mesmo 1 mês depois essas palavras ainda doíam e eu não podia fazer nada a não ser me contratar com oque Felipe podia me dar: coleguismo. Colegas? Colegas não se declaram, não se beijam, colegas se toleram e conversam quando muito necessário. Assim que o aniversário da Vanessa acabou e ELE foi embora, voltei a ficar presa dentro da minha própria cabeça, esse namoro falso só me sufocava mais e mais, queria gritar que Felipe não fez nada de errado, que era tudo culpa do Mateus e minha, que seus sentimentos eram correspondidos, mas não podia.
Colegas, eu posso tentar...certo? É só não encarar demais, não falar demais, não desejar demais, ele não tava mais aqui todo dia então vai ser fácil...né? É só não pensar nele, no rosto, nos olhos, na boca, no jeito como me beijou, no jeito como me agarrou...É, eu tava ferrada.
Com que cara eu ia olhar pra ele da próxima vez que o visse? Oque ia dizer? Minha cabeça estava fervendo e se não fossem os 500 afazeres que arrumei na fazenda todos os dias não estaria conseguindo dormir a noite. Todos me olham com pesar, como se eu fosse a criança deixada de fora da brincadeira e quando não recebo pedidos de desculpas aleatórios recebo um "você ta melhor?", eu sei que se importam, mas é desgastante.
E voce Felipe, você é o maior culpado disso, por ter ido embora levando meu coração na mala.