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WpMetadataNoticeLast published Tue, Oct 18, 2016
Conto participante do Concurso Do Fantasia Br, Pequenas Criaturas. Não era muito lógico. Puft, ali estavam. Ninguém avisou nada, nenhum manual de instruções, nenhum boa sorte e nenhuma ordem explícita. Tudo estava em suas cabeças. Seria instinto? Não sabiam. Existiam mais deles? Não sabiam. Só sabiam que tinham que discordar um do outro. Só sabiam que sempre discordariam um do outro. Só sabiam que deveriam sussurrar os seus pensamentos nos pensamentos de Jordana. Suas formas não eram bem definidas. Eram pequenos, do tamanho de um polegar. Em cima do ombro direito, uma fumacinha azul claro cintilante que tinha cabeça, tronco, braços, auréola e asas. As pernas não existiam, no lugar, alguma coisa azulada parecida com vapor. Ora sentava no ombro da que escutava seus conselhos (ou não), ora flutuava pelo espaço que lhe era determinado para flutuar. O do lado esquerdo, fumaça vermelha com braços, tronco e cabeça, costumava sentar e pendurar-se na orelha esquerda da mulher, divertindo-se em desparafusar os brincos para que caíssem e ela os perdesse, e em conjunto, inflamando o buraquinho aonde antes a argola estava. Na cabecinha minúscula, dois chifres cor de carvão. Da cintura pra baixo, sombras e escuridão.
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#23
anjinho
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Nana neném, que a Cuca vem pegar Mamãe contou uma história Acho bom você acreditar Laura era mais uma menina normal estudando para as provas do ENEM até descobrir a existência de um mundo que acreditava existir apenas nas historinhas que sua mãe a contava na infância. Só que esse mundo reservava muito mais surpresas do que Laura podia imaginar. Uma história de fantasia, amizade e coragem que vai além dos contos e canções de ninar. "‒ Você está querendo dizer que viu o troll se mexer? - a senhora pareceu curiosa. Eu balancei a cabeça afirmativamente. Fiquei me perguntando se aqueles incensos tinham algum tipo de droga, porque realmente o que eu falava não fazia o menor sentido. ‒ E ele te mordeu? ‒ ela perguntou. Assenti mais uma vez ‒ Deixa eu ver sua mão. Estiquei minha mão para ela e vi, ao mesmo tempo que a velha, marcas de dentinhos no meu dedo indicador. Definitivamente eu só podia estar chapada. ‒ Mundungo, eu já te falei que você não pode morder nossos convidados! - ela não estava mais falando comigo: falava olhando para o boneco. Para o meu assombro completo, o "boneco" respondeu com uma voz muito fina em uma língua que eu não consegui entender. Meus olhos devem ter ficado muito esbugalhados, porque a senhora deixou de prestar atenção nele e se virou para mim. ‒ Laura, menina, é esse o seu nome, né? Acho que você conseguiu me convencer a conversar com você sobre a vaga de emprego."

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