Deixe-me te amar.

Deixe-me te amar.

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WpMetadataReadMatureComplete Tue, Dec 27, 2016
Morrer é uma surpresa. Sempre. Nunca se espera. Nem mesmo o paciente terminal acha que vai morrer hoje ou amanhã. Na semana que vem talvez, mas apenas se a semana que vem continuar sendo na semana que vem. Nunca se está pronto. Nunca é a hora. Nunca vamos ter feito tudo o que queríamos ter feito. O fim da vida sempre vem de surpresa, fazendo as viúvas chorarem e entediando as crianças que ainda não entendem o que é um velório (Graças a Deus). Com meu pai não foi diferente. Na verdade, foi mais inesperado. Meu pai se foi com 36 anos, a idade que leva muitos músicos famosos. Jovem. Moço demais. Meu pai não era músico nem famoso, o câncer parece não ter preferência. Ele se foi quando eu ainda era novo, descobri o que era um velório justamente com ele. Eu tinha apenas 16 anos, o suficiente pra sentir saudade pelo resto da vida. Se ele tivesse morrido antes, não existiriam lembranças. Nem dor. Mas também não haveria um pai na minha história. E eu tive um pai. Tive um pai que era duro e divertido. Que me colocava de castigo com uma piadinha pra não me magoar. Que me dava um beijo na testa antes de dormir. Que me obrigou a amar o mesmo time que ele e que explicava as coisas de um jeito melhor que a minha mãe. Sabe? Um pai desses que faz falta. Ele nunca me disse que ia morrer, nem quando já estava deitado cheio de tubos. Meu pai fazia planos para o ano que vem mesmo sabendo que não veria o próximo mês. No ano que vem iríamos pescar, viajar, visitar lugares que nenhum de nós conhecia. O ano que vem seria incrível. Eu vivi esse sonho com ele. Acho, tenho certeza na verdade, que ele pensava que isso daria sorte. Supersticioso. Pensar no futuro era o jeito dele se manter otimista. O desgraçado me fez rir até o final. Ele sabia. Ele não me contou. Ele não me viu chorar a sua perda. E de repente o ano que vem acabou antes de começar.
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ATENÇÃO: Esse livro está cheio de erros. Pretendo editar o mais rápido possível. Espero que entendam. SINOPSE: Eu nem acredito, que depois de anos vivendo no Brasil, onde eu nasci, onde construí minha vida, onde fiz amizades e paixões, onde havia aprendido muitas coisas, onde eu tive a liberdade de passear no meu lar, vendo as árvores, os pássaros cantando felizes, as pessoas boas que contagiavam os seus sorrisos, depois de tudo que aconteceu aqui, vou morar em um outro país, onde eu só passava as férias para ver minha família. Agora eu ia ver todos os dias meus familiares e passar, muito, mas muito frio. Eu sei que deve ser exagero, que eu devia estar feliz de ficar um ano finalmente no meu verdadeiro lar, mas pensa numa adolescente exagerada e sensível, largando tudo o que cicatrizou num lugar onde achava que fosse seu lar. Eu estou confusa, exausta de tanto pensar e imaginar... Abandonar minhas amigas, minha família da parte de pai(que não são tanta gente que nem a família da parte da minha mãe),minha escola, meu quarto,... Eu sei que isso tudo vai ter um fim. Mas viver um ano, pra mim, é muita coisa. Meus pais acharam que eu estava muito triste esses dias. Por isso me deram um diário, que era da minha avó que estava todo usado. Rasguei todas as folhas usadas e comecei a utilizar a parte vazia. Que saco. Escrever não é pra mim. Ou será que é? Capa feita por: @MileneCristy

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